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Dona Carmen Macêdo: um exemplo de luz

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Há pessoas que passam pela vida iluminando os que as cercam. E suas luzes não se apagam, clareando a trilha dos que ficam. A luminosidade a que me refiro, foi uma característica de Dona Carmen Dolores Ferreira de Macêdo. Esposa do meu saudoso mestre, Dr. Gilberto Macêdo, Dona Carmen foi uma presença encantadora, em minha vida e de meus familiares. Sempre sorridente, foi uma das criaturas mais meigas que tive o prazer de conhecer. Com uma aparência ?mignon? e grande ternura, parecia frágil, porém era um exemplo de sabedoria e força. A educação e o bem-estar dos filhos foi prioridade do casal. Transmitiu cordialidade e competência aos seus estimados filhos: Rosângela, Maurício, Guilherme, Sérgio, Gilberto, Rosana e Carmen, carinhosamente chamada de Carmita. Fomos vizinhos, durante minha infância e adolescência, na Av. Tomás Espíndola, no Farol. Amigos de meus pais, o sempre lembrado casal e seus filhos eram presenças frequentes em nosso cotidiano. Dr. Gilberto a nós se referia como: ?Vizinhos sem muros?. Minha querida mãe, também Carmen, tinha energia, liderança e alto-astral natos, o que fazia com que nossa doce vizinha, repetisse sempre: ?Quando ouço a voz de Carmen, sinto-me fortalecida?. Elas eram grandes amigas. Anos depois, no curso de medicina da UFAL, tive como mestre da cadeira de Psiquiatria, o ilustre amigo Dr. Gilberto. Volto ao passado, e vejo meus queridos pais, ao lado do casal amigo. Testemunho, então, que a amizade propagou-se pelos descendentes, formando um laço indestrutível entre as famílias Marinho de Gusmão e Macêdo. Acompanhei minha estimada vizinha, à sua última morada. Seus filhos, os também colegas médicos Rosângela e Maurício, homenagearam-na com palavras afáveis, precedidos por sua irmã Rosana. Todos enfatizaram a dedicação materna, sobretudo, o constante incentivo à união. Precocemente, partiu de nosso convívio, o querido Guilherme, uma criatura de rara bondade. Recordo-me, que Maurício, o primogênito do Casal Macêdo, ao dedicar as últimas palavras à sua mãe, referiu-se a seu irmão Guilherme como: ?O melhor de nós todos! Não era para esse mundo?. Que eles descansem em paz. Dona Carmen Macêdo: um exemplo de luz.

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