loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Clamor por socorro

Ouvir
Compartilhar

Numa série de reportagens, a Gazeta vem abordando a trágica situação da saúde pública em Alagoas. Em fevereiro passado, a apuração jornalística ensejou na manchete ?Saúde pública pede socorro?. Nessa última semana, a equipe retornou a campo, e foi checar os serviços ofertados aos que mais necessitam de assistência. Diante de tantos problemas, a conclusão é de que perdura o caos na saúde do Estado, cuja inércia causa revolta generalizada. ?Passaram-se os quatro anos do primeiro governo, e eu não vi melhora na saúde pública?, resumiu Marcos Holanda, presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas. Ele se re-fere aos problemas recorrentes da vida real: falta de leitos, médicos e medicamentos. Em seu casulo virtual, entre uma ?self? e outra, Renan Filho prometeu em campanha converter o setor em prioridade número um, mas o que se constata é a progressiva precarização dos serviços. Na Maternidade Santa Mônica, as queixas são sempre as mesmas, alternando entre falta de insumos, medicamentos e superlotação, o que torna dramática a vida das gestantes humildes e desprovidas de plano de saúde. Enquanto isso, o governador busca realimentar a falsa dinâmica de sua gestão com construção de unidades hospitalares, cujos cronogramas já padecem de atraso. E olha que o setor foi apresentado como de prioridade absoluta. Enquanto isso, os próprios dados oficiais apontam o recrudescimento de doenças como a meningite em Alagoas, onde, em 2018, houve aumento de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a Superintendência de Vigilância à Saúde, em seu Boletim Técnico, mostra as razões pelas quais a esquistossomose continua sendo um grande problema de saúde pública no Estado. Sobre a ?doença do caramujo?, associada à pobreza, o governo Renan Filho está bem abaixo do percentual de tratamento preconizado pela OMS. Em outro Boletim Técnico, revela-se ?uma curva ascendente? da taxa de mortalidade por câncer de mama em Alagoas. Se a saúde dos alagoanos clama por socorro, o Instagram governamental prefere navegar pela falsa virtuose de uma gestão, já classificada em pesquisa como ineficiente.

Relacionadas