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Telemedicina

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A telemedicina veio para ficar. E vai ficar por uma razão simples: o público que usa, adotou, gostou e aprovou, disseram as pesquisas. O doente quer conforto e ficar três horas na portaria de um hospital até ser atendido não é agradável para ninguém, se o incômodo é de ordem menor. Estima-se que 83% dos casos figuram nesta classe, dentre os que vão ao atendimento na urgência. ?A inovação tecnológica impacta diariamente diversos aspectos da vida humana. Em uma sociedade em que algoritmos inteligentes já são realidade, é de se imaginar que a prestação de serviços de saúde não escaparia a essas transformações? (Maurer). Não se consegue examinar adequadamente um fígado sem a presença do doente, mas novos aparelhos para vídeoausculta do coração, dos ouvidos e olhos já estão no mercado. Já se pratica a telecirurgia: do Brasil pode se operar um doente na China, desde que lá haja profissional capacitado. Em 2007 o Hospital Universitário da Ufal se inseriu no projeto de telemedicina. Na América Latina 18 ministérios da Saúde já participam. Na Europa e Estados Unidos o uso é corriqueiro. O objetivo inicial era educação continuada e assistência médica à distância para uma segunda opinião entre profissionais. Atualmente serve também para aprimoramento de condutas em pacientes internados e atendimento aos doentes por médicos experientes através de consulta virtual, prescrever a receita autenticada ou encaminhá-lo para serviço de saúde. Ainda não progrediu em Alagoas, mas os médicos já usam no atendimento ao traumatizado pelo SAMU. O Conselho Federal de Medicina(CFM) expediu uma resolução normatizando esse atendimento em fevereiro último, porém uma avalanche contrária pelos médicos foi derramada, que a suspendeu e aguarda sugestões até o final deste mês. Um grande convênio de saúde brasileiro já iniciou o atendimento de clientes por telemedicina em conjunto com hospital padrão A de São Paulo e experiente no manuseio desta. Antes, testou em seus funcionários. A Associação Médica Brasileira, e os Conselhos de classe de São Paulo e Federal prometeram investigar se era ético. ?A resolução do CFM não tem nada para mudar, apenas foi aplicada de forma brusca?, concluiu Aloísio Beradio, Prof. de Bioética da Escola Paulista de Medicina. Os médicos e pacientes haveremos de nos adaptar às novas modalidades de atendimento. Novas capacitações serão exigidas e aprendidas. Os robôs necessitarão sempre de alguém que interprete o que os dados significam em cada doente. Os esquemas dos robôs em diagnóstico avançaram tanto, que erram menos que médicos inexperientes. Na consulta seguinte, não repetem o erro corrigido. Há a necessidade de conhecimentos em todas as profissões para enfrentar a dinâmica implacável do progresso tecnológico, mais rápido que o tempo de maturação e de se ?encontrar o equilíbrio entre a ética e a tecnociência? (Pessini).

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