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A saúde mental, o cristianismo e os presidentes

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Um artigo científico publicado no The Journal of Nervous and Mental Disease, de autoria dos psiquiatras Michael Shake e Shuter Stockd, fez um levantamento dos 37 presidentes dos Estados Unidos entre a fundação do país, em 1776, e o ano de 1974, revelou um dado impressionante: 18 deles, ou 49%, tiveram algum tipo de doença mental, sendo que 10 (27%) apresentaram o distúrbio durante o período em que comandavam a Casa Branca. Entre os presidentes diagnosticados com algum tipo de doença mental, figuram nomes bastante populares e importantes na história do país, casos de Abraham Lincoln, Theodore Roosevelt, Lyndon Jonhson e Richard Nixon, respectivamente com depressão, surtos psicóticos, bipolaridade e quadros de alcoolismo. Do total de 18 nomes, 9 deles tiveram depressão, três apresentaram ansiedade grave, transtorno bipolar ou abuso de álcool. Segundo os psiquiatras, embora a média pareça alta (49%), ela é similar ao todo da população norte-americana. Eles registram que tais doenças mentais são uma barreira para que um governante exerça bem o seu cargo - e citam como os episódios mais dramáticos o de Woodrow Wilson, os de Pierce e Colin Coolidge. O artigo relata também o caso de Ronald Reagan (não entrou estatística, pois ele foi presidente entre 1981 até 1989); seus pares chegaram a suspeitar que ele sofria de demência ? soube-se depois que se tratava de um estágio inicial de Alzheimer. Ser acometido por um distúrbio psiquiátrico não é culpa de ninguém, ninguém escolhe ser doente, nem mesmo os presidentes; já o modelo pelo qual se pratica a religião é uma opção pessoal, se utilizá-la para praticar o bem ou o mal: Santo Agostinho proclamou o fundamental Livre Arbítrio, premissa básica de sua imensa contribuição ao cristianismo e à filosofia. O Livre Arbítrio de Agostinho é fulcral quando se trata de usar ou não a mentira e se deixar possuir pelo rancor, que é a guarda e a semeadura do ódio, da raiva e de ressentimentos por alguém ou algo. Segundo a Bíblia, o cristão deveria abjurá-la, como exalta em Efésios, 4:26: ?Quando vocês ficarem irados não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha?. Ou Coríntios 13:5: ?Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor?. Ou ainda em Efésios 4:31: ?Livrem-se de toda a amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda a maldade?. A mentira recebe da Bíblia similar repulsa: ?Não dirás falso testemunho contra o teu próximo? ( Êxodo 20:16); ?Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que praticam a verdade são seu deleite? (Provérbios 12:22); ?Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade? ( Tiago 3:14), as mentiras proferidas por Bolsonaro contra o pai do atual presidente da OAB e contra a jornalista Míriam Leitão absolutamente nada possuem de cristãs. O presidente da República desenterra feridas do regime militar que deveriam estar pacificadas pela Lei da Anistia, age rancorosamente como se fora derrotado nas eleições, cria crises repetidas. Poderia conversar com um pastor/padre que enxergasse o Evangelho pelo universo da conciliação, solidariedade e apaziguamento, ou mesmo com um profissional médico. Confusões e tumultos criados insanamente por Bolsonaro incentivam o ódio e a polarização nacionais, prejudicam as reformas,os investimentos, a retomada do desenvolvimento e a estabilidade nacionais.

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