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Opinião

Complexo de inimigos

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A grande imprensa é acusada de inimiga do governo e que até trama a possibilidade da derrocada. Exagero imaginar que os poderosos meios de comunicação cavem a própria sepultura. Nenhum empresário, qualquer que seja o ramo de atividade torce pela a insegurança e instabilidade da vida econômica do seu país. Sua sobrevivência depende do desenvolvimento e do crescimento do mercado. Ninguém trabalha para conquistar o fracasso do seu próprio negócio simplesmente por discordar de ideologias extremas sejam elas de esquerda ou direita. Aliás, no momento quem mais combate contra o ?viés ideológico?, é quem extrapola na prática de ideias preconceituosas contra raças, regiões, gênero e orientação sexual. A indústria que produz a mídia de informações para o público é composta de empresas que consomem matéria-prima, geram milhares de empregos, pagam impostos, promovem investimentos como todas as demais. Notícias não são fabricadas nas máquinas impressoras e nos vídeos das TVs. Pelo menos é o que rege a conduta do bom jornalismo. Fugir os princípios fundamentais é ante ético e mentiroso quando se tenta distorcer o entendimento da opinião da sociedade. Acontece? Sim, mas não é regra. Quando um Chefe de Estado, não tem uma assessoria capaz o suficiente para controlar os rompantes absurdamente vomitados a todo instante, os espaços dos veículos são prato cheio para repercutir as inconsequentes bobagens. Vezes com excessos no tempero, é verdade! Vale o velho dito popular, ?quem procura acha?. Como a ?fábrica? não para de produzir impropérios 24 horas por dia, talvez fosse mais racional fechar-lhe os espaços informando apenas as coisas equilibradas ditas pelos auxiliares diretos e indiretos. A maioria deles tem cérebro. O Jornalista Dan Stulbach definiu bem na sua análise esta semana: Alguns ministros estão preocupados com desenvolvimento e o futuro do país, enquanto o chefe vive da saudade do passado dos anos 60/70. Daí o complexo de ver inimigos por todos os lados, surto de autoritarismo nada republicano; metralhadora direcionada para os estados, relação grosseira com países parceiros, frases imaginárias insultuosas. São nuvens escuras, não aquelas das ?orquestradas queimadas? das florestas, que provocaram a chuva preta em São Paulo, mas nuvens que precisam se dissipar rapidamente para não deixarem dúvidas no ar. Não é democrático o líder da nação querer controlar a caneta da imprensa, interferir na autonomia das mais importantes instituições do Estado simplesmente por contrariar interesses pessoais e investigações familiares. Se acontecer, vira inimigo com direito a perseguição e vingança. Na ditadura uma picada de mosquito era motivo bastante para eleger um novo ?comunista? sujeito a barbáries. Esse filme já saiu das telas do Brasil há três décadas. Perseguir opositores e segmentos divergentes, mentir com intuito de fortalecer o discurso populista é coisa que vimos num passado próximo. Uma tragédia. Não condiz com a realidade do povo brasileiro que clama união, respeito, segurança e paz. O que as famílias querem agora, já, é trabalho para pagar as contas no final do mês e alimento para o sustento nosso de cada dia. Se a imprensa esquecesse a estupidez do capitão e pautasse a perspectiva do Brasil do futuro seria melhor para todos. Esqueçam-no e deixem os auxiliares pilotarem a nau. É bem melhor para o País!

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