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Opinião

O cobiçado “Continente Verde”

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Temos acompanhado com preocupação a mais recente expressão de destruição da Floresta Amazônica ? patrimônio nacional ?, à qual é assegurada por lei a preservação do meio ambiente, notadamente dos recursos naturais. As últimas queimadas de labaredas incontroláveis colocaram em risco a função ecológica da região, provocando a extinção de espécies, submetendo os animais à crueldade, enquanto as tribos indígenas, por sua vez, muito sofreram em suas atividades produtivas, imprescindíveis à preservação dos recursos necessários aos seu bem-estar. Diante de tal realidade, há que se cuidar melhor das nossas riquezas naturais, mantendo-se, para isso, a ordem pública, a incolumidade das pessoas, garantindo nossa soberania naquela região tão cobiçada no desenrolar da tentativa de convivência com países outros, onde nem tudo são flores, além de ameaças à paz brasileira. A propósito da Amazônia, fala-se de um conceito de soberania relativa como forma de interação internacional mais próxima da realidade. Assim, os problemas mundiais integrariam agenda estrangeira, no contexto da ideia de que o mundo seria um só, onde os poderosos exerceriam o controle sobre os demais países. Criar-se-ia, portanto, um caldeirão de pressões numa amostragem de poder único, detendo prestígio numa superioridade assustadora. As perspectivas internacionais de apossamento da Amazônia não são de agora, surgiram desde a época do descobrimento da América, quando eram constantes as incursões desbravadoras oriundas do Continente Europeu. Consequentemente, afligimo-nos com a possibilidade de uma administração compartilhada, com direito à ingerência acobertada por uma soberania relativa, em desobediência às determinações da ONU (Organização das Nações Unidas) e em desrespeito à nossa Constituição, que alerta para os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio e a posse das terras ou a exploração das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos e das reservas minerais existentes na Floresta Amazônica, o que nos compulsa a decisões garantidoras da nossa inviolabilidade territorial e soberana. J. F. Maya Pedrosa, nosso grande escritor que enaltece a literatura brasileira, em sua obra A Amazônia Brasileira no Mundo Globalizado, diz de um princípio universal de que os povos devem cuidar de sua defesa contra a agressão estrangeira. Cita, a propósito, o fato de que nossa história retrata essa atitude através da construção de fortificações que ainda hoje existem na Amazônia e em todo o seu litoral. Dentre outras iniciativas, aquela região só estará mais segura para dificultar possíveis invasões de países estrangeiros quando estiver mais povoada e defendida por um contingente militar preparado para qualquer emergência, visto tratar-se de uma região rica em reservas minerais, a exemplo de diamantes e ouro, não deixando de lado suas valiosas espécies de madeiras em solos agricultáveis, embora tenha-se no Brasil uma consciência de que os problemas externos devem ser protelados. Assim, lamentavelmente, vamos deixando para depois os meios necessários para a defesa do nosso Cobiçado ?Continente Verde?.

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