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O sucesso do Big Brother

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Repetindo o sucesso dos programas anteriores, chegou ao fim a oitava edição do Big Brother Brasil, e já se anuncia a realização do BBB9 no próximo ano. Inspirado no modelo de um reality show da TV holandesa, o programa que mostra como se comporta um grupo de 14 pessoas jovens e saudáveis confinadas numa casa durante cerca de 80 dias, tem alcançado altos índices de audiência, apesar de severamente criticado por grande parte da elite cultural brasileira, que, na verdade, apenas finge ter ojeriza a esse tipo de produto, da mesma forma que jura que não gosta de novela de TV, mas não perde um só capítulo da novela das oito. Com o formato semelhante ao produzido em vários países desenvolvidos e em desenvolvimento, como os Estados Unidos, França, Espanha, Holanda, Portugal e Argentina, o Big Brother Brasil apresenta uma característica interessante, que deveria ser mais freqüente nos programas de televisão: a participação direta do telespectador. Tratando-se de um jogo cujos competidores são submetidos ao isolamento prolongado, é compreensível que eles sejam acometidos por crises de ansiedade, estresse ou depressão e manifestem suas vaidades, ambições e fantasias durante as várias fases da maratona. Porém, na avaliação dos críticos, tais reações inerentes a qualquer ser humano, são consideradas promíscuas e antiéticas, tendo em vista que resultam em cenas de intriga, insinuação de prática de atos sexuais e diálogos pouco civilizados, como se isso não fosse observado também em outros programas de entretenimento e de variedades apresentados na televisão brasileira. A despeito das opiniões desfavoráveis, o BBB mostra alguns dados que justificam seu sucesso: a) o respeito à decisão do público; b) o elenco composto por pessoas de diferentes profissões e condições sociais; c) a postura e o carisma de alguns protagonistas; d) a qualidade técnica do programa; e) a apresentação do competente jornalista Pedro Bial, que também não tem escapado aos comentários descabidos dos críticos. Desse modo, considerando a proposta de discutir o comportamento dos participantes, o programa atinge seu objetivo e terá sempre grande aceitação popular, além de proporcionar 15 minutos de fama aos seus participantes. No entanto, será de bom alvitre que nas próximas edições do programa sejam inseridas mais tarefas com conteúdo educativo e artístico. (*) É advogado, membro da Comissão Alagoana de Folclore e da Academia Maceioense de Letras.

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