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Ainda a dengue - Editorial

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O presidente Lula tem razões de sobra quando, em conseqüência das novas e alarmantes estatísticas relacionadas ao crescente número de vítimas, inclusive fatais, da dengue no País, cobra uma interação entre as diferentes esferas do governo e diz que cada prefeito precisa assumir a responsabilidade de cuidar com muito carinho da sua rua, do seu bairro, da sua vila e da sua cidade. Bastam números da epidemia da dengue nos últimos 3 meses no Rio de Janeiro para os governos e outras instituições aumentarem as preocupações e os investimentos na saúde pública. Foram mais de 80 mortes causadas pela doença na população carioca e divulgadas até ontem, juntando com os cerca de 50 óbitos só na antiga capital federal, dos quais mais da metade de crianças com menos de 12 anos de idade. Além de outros problemas causados pelos mais de 75 mil casos notificados da epidemia divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde ainda na semana passada. Também são necessárias lutas e cobranças mais freqüentes das lideranças políticas de cada Estado e de cada município, quanto ao repasse do volume de recursos suficiente para as ações preventivas contra esta e outras mazelas sócias de graves efeitos também na economia em níveis local e nacional. Mas não é demais observar, sobretudo em ocasiões emergenciais, que as iniciativas com tais objetivos devem ser efetivadas de forma consciente e com projetos cuidadosamente elaborados. Novamente os fatos consumados ou os dramas causados pela falta de medidas educativas e preventivas, com políticas voltadas para a expansão do acesso à água de qualidade, aos benefícios do saneamento básico, do destino final do lixo de forma adequada, provocam anúncios de uma lista considerável de providências até verdadeiramente fantásticas. Enquanto as mais simples podem servir. Desde que não fiquem nas promessas.

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