Opinião
Prevenção real, já - Editorial

Os alagoanos tiveram mais um Dia D, que foi essa última segunda-feira bastante movimentada com ações educativas e outras atividades voltadas para o combate à dengue, e que, inclusive, contaram com as presenças do governador Teotônio Vilela, do vice, José Wanderley, dirigentes e técnicos das três esferas de governo, além de voluntários. E tomara que, logo, possamos registrar os primeiros números positivos de mais um esforço coletivo realizado em nosso Estado com o objetivo de reduzir os percentuais considerados aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde (OMS), os índices das doenças que já não deveriam ser causas de mortes e outras conseqüências nos países como o nosso. Já lembramos, neste mesmo espaço, que a gigantesca mobilização de ontem, que essa declaração de guerra ao mosquito transmissor da dengue, não teria, como não teve, nada de ineditismo, se forem consideradas apenas as iniciativas referentes aos casos na área da saúde pública. Mais foi importantíssima. E outras devem ser feitas. Não apenas durante os meses de maiores constatações de males como a dengue, a cólera e de tantos outros agravos. Depois do corre-corre, e de uma considerável quantidade de ações de natureza educativa e preventiva que vêm sendo recomendadas contra a grande ameaça do momento não só no País, mas na América Latina, os governos precisam ser os primeiros a cuidarem de seus deveres diários tendo a medicina preventiva como a principal matéria. Que devem ser feitos e cobrados todos os dias. Não faltam lições para ensinamentos e aprendizagens. Principalmente quando o tema é saúde pública. Indicamos algumas: a priorização dos investimentos em educação, em saneamento básico e em prevenção ambiental. Com uma política realista de preservação e melhoria do que ainda nos restam das fontes de água de ótima qualidade.