Opinião
Reforma tributária - Editorial

A reforma tributária que o País precisa há bastante tempo depende ainda, como sabemos, de demoradas e sucessivas discussões, de todo um trabalho voltado para o aperfeiçoamento dos projetos, entre os quais o do governo que foi encaminhado há poucos meses ao Congresso Nacional. É impossível acreditar em sua aprovação ainda este ano, pois a maior parte de seus dias já começou a ser ocupada pelas preocupações e preparativos referentes às eleições que teremos a menos de cinco meses. Enquanto isto, termina hoje uma semana repleta de notícias das mais positivas para o País, a partir de informações oriundas do poder central. De verdadeiros motivos para ufanismo e realimentação de esperanças. Sobretudo em relação à economia. E a principal delas foi, sem dúvida, a da nova política industrial do governo federal, anunciada para baratear o investimento, a produção e as exportações do País. As metas são muitas e das mais ambiciosas. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é um plano ousado (...) Nos idos dos anos 70 para cá, nenhum plano deste porte foi apresentado. Pelo que disseram, desde o momento do seu anúncio, o mais novo pacote de medidas só poderia aumentar as crenças quanto ao futuro do Brasil. Ou seria o contrário, se entre essas metas, consta a elevação do investimento fixo para 21% do PIB (Produto Interno Bruto) até 2010, e que ficou em 17,6% no ano passado? Mas o povo brasileiro ainda necessita de novos anúncios governamentais para acreditar que logo será contemplado com o maior crescimento dos diversos setores da economia, com verdadeiras ações de incentivo aos produtores, investidores, e trabalhadores, em outras vantagens e conquistas que proporcionem melhorias significativas na área social. E o mais importante deles deve ser o da aprovação de uma política tributária realmente ideal.