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A hora do imóvel - Editorial

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Desde terça-feira Alagoas vive seu grande momento em termos de exposição e negociação em seu mercado de imóveis. Um dos maiores eventos do gênero no Nordeste, o salão Imóvel 2008 é realizado num bom momento para o segmento em Alagoas, onde estão sendo dados os primeiros passos na descoberta do nosso litoral pelos investidores estrangeiros ao mesmo tempo no qual Maceió emite evidentes sinais de que o filão imobiliário está de vento em popa. Os investimentos na montagem e funcionamento da Imóvel 2008 confirmam a bonança da hora, pois cerca de R$ 2 milhões estão aplicados na feira de apenas cinco dias, sendo que ao fim e ao cabo desse período está sendo esperado um saldo superior a R$ 100 milhões em negócios fechados durante o evento. Para um Estado onde ainda se carece de múltiplos investimentos industriais, o fôlego redobrado na área da construção civil é-nos particularmente alvissareiro, pois indica também um aumento da presença de recursos vindos de outas praças, recursos esses que aqui aterrissam na forma de investimentos em imóveis de luxo (especialmente valorizados como moeda de troca a nível nacional) e também como aquisição de residências de veraneio por investidores nacionais e estrangeiros interessados em férias (na casa própria) no paraíso tropical alagoano. Não sem motivo, os andaimes proliferam pela capital alagoana, redescobrindo áreas especialmente belas como os mirantes do Farol, dentre outras privilegiadas localizações esquecidas até bem pouco tempo. Pelo mesmo motivo, valorizam-se os terrenos à beira-mar, seja no Litoral Norte, seja no Litoral Sul do Estado (valorização especialmente alavancada tendo o euro como metal sonante). Cronicamente carente de investimentos e empregos, Alagoas deve comemorar a Imóvel 2008.

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