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Agentes culturais 3

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| MARCIAL LIMA * O presente se fundamenta no passado, enquanto se projeta para o futuro. Assim, nesta série, vimos trazendo à lembrança o projeto A Escola como Pólo Cultural da Comunidade, onde agentes culturais tiveram papel preponderante. Dissemos (GA, 24.05.08) que a experiência em foco trouxe resultados significativos. Em termos de construção teórica, podemos citar três dissertações de mestrado no Centro de Educação da UFAL: a do professor Clébio Araújo; da assistente social Rejane Oliveira Melo; e da médica Maria Almeida Lima, estas atuando como agentes culturais. Clébio, como pesquisador, através da produção e análise de entrevistas com os participantes do referido projeto, evidencia as características pedagógicas da educação pensada como ação cultural, ressaltando a natureza relacional das identidades sociais e da produção do conhecimento. Rejane enfoca a contribuição da literatura infantil em ações inter e multiculturais, concluindo que os processos educativos construídos e vivenciados resultaram na diminuição da tensão negativa dos alunos na convivência com os diferentes. Maria evidencia uma reflexão sobre o trabalho e a saúde de educadores da uma escola pública, constatando uma situação de ambivalência que funcionava como fonte de intenso sofrimento psíquico, mas, dialeticamente, sendo fonte de saúde e instrumento de emancipação. Ainda no campo epistemológico, outros dois trabalhos merecem destaque: o de José Edson Lino Moreira, em seu mestrado no curso de Comunicação da UFRJ, analisando a importância da ação cultural em uma escola pública, no contexto do bairro, em um processo de busca de identificações capazes de produzir relações inovadoras no campo sociocultural; deduzindo que os envolvidos conseguiram recolocar de forma criativa, através das expressões artísticas, questões fundamentais, a exemplo da violência. O segundo é a monografia do ator Ricardo Araújo, para obtenção de título de licenciatura. Partindo da experiência na Escola Theonilo Gama, no Jacintinho, o autor evidencia em seu trabalho o teatro na educação enquanto atividade coletiva de relevante papel pessoal e social, contribuindo como estímulo a processos criativos, despertando no homem a capacidade de transformar a si mesmo e transformar seu meio. Experiências que não podem ser esquecidas, sob pena de, no presente, deixarmos de fazer uso de significativos subsídios para a construção do futuro. (*) É professor e presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural.

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