Opinião
O PIB e a esperança - Editorial

Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil registrou, ao fim do primeiro trimestre deste ano, uma expansão do PIB (Produto Interno Bruto) de 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo especialistas, este é o maior crescimento dos últimos 12 anos. Uma marca digna de ser ressaltada, sem dúvida. O governo federal certamente estará exultante, rindo de orelha a orelha, com este resultado altamente positivo até porque já deve ter se acostumado com a constante saraivada de denúncias desferidas pelos partidos oposicionistas e pela parcela da grande mídia que tradicionalmente lhe é avessa. Comemorações de um lado, críticas do outro, é hora de se perguntar de forma imparcial: e o que será feito com este avanço? Qual o reflexo desse crescimento do PIB sobre a própria economia? Quanto será reinvestido na produção como força impulsionadora para a aceleração (real) do desenvolvimento? Ou a maior parte desta riqueza, em sua parcela tributável, será destinada ao tal superávit primário e daí aos bolsos dos grandes credores, sem escalas? São resultados como este que, insofismavelmente, reafirmam a pujança da economia brasileira e a alta capacidade realizadora dos empreendedores brasileiros (sim, porque não é nada fácil crescer sob tamanha carga tributária, tão monstruosa burocracia e juros tão escorchantes). Com um pouco mais de ousadia na liberação das forças produtivas (desonerando a produção, por exemplo), o Brasil, sem dúvida nenhuma, daria um gande salto adiante quiçá entraria em cartaz o famoso espetáculo de crescimento, promessa antiga e saudosa de cerca de seis anos atrás. Assim, mesmo sob o peso dos tributos paquidérmicos, de uma burocracia torturante e de juros medonhos, a vitalidade da economia brasileira nos confirma a esperança no porvir.