Opinião
Máfia contra os táxis - Editorial
Trafegando em alta velocidade na contramão da ética e da lei, a máfia da falsificação dos táxis começa a ser identificada como um dos veículos perigosos do crime organizado em Alagoas. Certamente essa modalidade criminosa não é coisa nova, devendo ter surgido concomitantemente ao estabelecimento dos incentivos fiscais para os verdadeiros taxistas. Mas certamente a explosão do mercado de veículos mais sofisticados elevou este crime a um patamar de periculosidade muito maior, em função da multiplicação de oportunidades de lucro fácil e farto através da fraude nas licenças municipais para novas praças de táxis. Pela via expressa dessa fraude, abriram-se nichos de lucrativos negócios ilegais envolvendo carros mais sofisticados, adquiridos com descontos de até R$ 20 mil e colocados, sem delongas, no uso particular. Com faixas de lucro dessa magnitude, esse tipo de crime ascende a uma posição de destaque no submundo (daqui e de quaisquer outras paragens), justificando inclusive ações violentas e esta é a opção de investigação para o trucidamento do taxista Josenildo Silva, fuzilado no dia 17 de junho deste ano, no município de Barra de Santo Antônio. Ao mesmo tempo no qual a polícia aperta o cerco às quadrilhas que atuam neste ramo, será de grande importância o recrudescimento da fiscalização permanente sobre os veículos licenciados para o mister de táxis; ao mesmo tempo seria de bom alvitre a radicalização das normas de identificação do táxi, enquanto veículo destinado a um uso específico (mais rigor nas cores indicadas, nas faixas e símbolos identificadores, etc.). Além da ação policial (que não pode tardar) deve-se ter consciência que, em se usando do devido rigor no acompanhamento dos veículos licenciados, criar-se-á dificuldades de monta para a prática deste tipo de crime.