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Eleições limpas - Editorial

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A corrida eleitoral deste ano começa para valer a partir de agora. As convenções partidárias definiram as chapas e coligações, quem sai candidato a prefeito, a vice e para vereador, na capital e nos demais municípios. É um processo eleitoral que se inicia marcado por uma novidade: a campanha contra os candidatos com ficha suja na Justiça. Posições conflitantes aparecem sobre o tema. Há os que se agarram ao pé da letra da lei para divergir do que seria um pré-julgamento. Para estes, somente o condenado em última instância, sem mais qualquer possibilidade de recurso, é que deve ser impedido de concorrer nas eleições. De outro lado, apresentam-se os que consideram que indiciados ou denunciados, mesmo sem sentença definitiva, não deveriam ter o direito de disputar mandato. Igreja Católica, OAB, Associação de Magistrados são algumas das vozes em favor do impedimento a indiciados e denunciados. O debate é bom, porque é rico em argumentos de lados diferentes, mexe com o mundo jurídico e traz à opinião pública a oportunidade de tomar posição sólida perante a questão. Diante de tantos escândalos, com gestores públicos e detentores de mandatos legislativos flagrados em casos de corrupção, o alagoano tem razões de sobra para banir os fichas sujas. Nos últimos anos, a cada temporada, prefeitos, vereadores e deputados estaduais aparecem metidos em grandes e escusos negócios, que representam um golpe contra os cofres públicos além de golpear também a confiança do eleitor em promessa de candidato. Sem dúvida, é crucial que a Justiça tenha como barrar nomes notoriamente envolvidos em ações mafiosas. Estes, de fato, buscam um mandato com apenas dois objetivos: 1) ganhar mais poder e dinheiro; 2) conquistar a imunidade para lhe garantir a impunidade. Tudo por eleições limpas.

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