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Racionalizando - Editorial

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Mesmo sem iminência de apagões, é indispensável a retomada do esforço de racionalização do uso da energia no Brasil. O alerta é da Associação Brasileira de Conservação de Energia (Abesco) e os dados expostos pela entidade comprovam esta necessidade. Os estudos realizados pela Abesco demonstram que o Brasil desperdiça, por mau uso de energia, de R$ 10 bilhões por ano em petróleo, eletricidade e gás natural. E exemplifica o que significa este número: para a construção da hidrelétrica de Jirau (no Rio Madeira, região amazônica) o investimento projetado é de R$ 8 bilhões. Segundo esses números, jogamos fora, todo ano, por puro desperdício, mais de uma usina hidrelétrica de grande porte! Para se ter idéia do desperdício, e insistindo no mesmo parâmetro de comparação, é importante observar que a Usina de Jirau deverá produzir 3,3 mil megawatts. O cálculo do desperdício brasileiro representa 5% da eletricidade distribuída por todas as concessionárias de energia do País, somado à produção de petróleo pela Petrobras. Em termos financeiros, o valor pode crescer ainda mais já que a cotação do barril de petróleo vem batendo sucessivos recordes de preço alertam os pesquisadores. Ainda segundo esses mesmos estudos, o desperdício está espalhado por todas as esferas da economia, mas o campeão de desperdício é o setor público, com 45% de perdas. Em segundo lugar está o comércio com 30% e, por último, a indústria, com 15%. É hora, portanto, de se retornar ao processo de educação cívica, através de campanhas inteligentes e permanentes, de esclarecimento sobre o problema e de lições acerca de como proceder corretamente, pois o consumo residencial, privado (incluso no segmento público) segue sendo um dos vilões desse processo. Antes prevenir que remediar. E chega de apagões!

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