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domingo, 31/08/2025 | Ano | Nº 6044
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Jogo de guerra real - Editorial

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Decepcionou-se novamente quem alimentava ilusões pacifistas acerca deste século ainda em seus primeiros anos. Igualmente decepcionam-se os que imaginam ser a solidão dos Estados Unidos, como única superpotência destes tempos, um atestado de que apenas os americanos podem sair invadindo outros países para castigar governantes que lhes são hostis. Na verdade, as velhas contradições perniciosas da geopolítica do pós-Segunda Guerra Mundial continuam vivas e tão ou mais perigosas como dantes. Na verdade, a guerra fria não acabou, apenas esquentou. Na desproporcional reação da Rússia contra a Geórgia está contido um recado claro, de uma simplicidade ululante: Os Estados Unidos (e seus aliados) não estão sozinhos no jogo pelo domínio e ampliação das áreas de influência. Se o Iraque e o Afeganistão podem ser invadidos como demonstrações do direito de castigar os adversários (especialmente os aliados de outrora que trocaram de casaca), outros países também podem sofrer o mesmo tipo de agressão de seus ex-parceiros. E quem não tiver poder de fogo para reagir, que chore e sofra. Não existe organização internacional com autoridade capaz de se contrapor ao massacre dos menos armados. A invasão da Geórgia é tão condenável quando a invasão do Iraque. Em ambos os casos, as desculpas esfarrapadas só podem convencer os mais radicais obtusos. Ambas as operações militares visam a ampliação de esferas de influência através da subjugação de governos hostis em regiões antes aliadas (os americanos recuperaram seu parceiro Iraque e os russos encostam na parede sua ex-parceira Geórgia). Enquanto isso, a hipocrisia unilateral de cada lado aponta para o outro como sendo a expressão única do mal; e o mundo dá mais um passo para longe da paz.

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