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domingo, 31/08/2025 | Ano | Nº 6044
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Mais perigos globais - Editorial

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Confirmando a tendência já detectada nas últimas décadas, a multiplicação populacional global está umbilicalmente ligada à multiplicação da pobreza. Em países como o Brasil esta tendência é velha conhecida. Entre os brasileiros, como é publico e notório, as populações abaixo da linha de pobreza multiplicam-se com muito mais intensidade que os grupos mais abonados. E esse desequilíbrio nos crescimentos populacionais, em primeiro lugar, provoca a multiplicação de problemas para os menos favorecidos, que sofrem na pele e na alma a explosão das dificuldades. Segundo esses estudos, a população mundial estaria por volta de 6,7 bilhões de pessoas e deste total, 1,2 bilhão vive em regiões mais desenvolvidas enquanto os 5,5 bilhões restantes acotovelam-se nas áreas mais empobrecidas. Dizem as pesquisas: Até 2050, acredita-se que esta disparidade aumente ainda mais. Segundo previsões, 86% da população do mundo residiria em países menos desenvolvidos (hoje são 82%). E mais: Os 191 milhões de imigrantes mundiais contribuíram para aumentar os níveis demográficos de países desenvolvidos, concentrados em sua maioria na Europa, América do Norte e nas regiões da antiga União Soviética. Exatamente por esta razão os americanos estabelecidos armam-se e constroem muros para tentar barrar o afluxo de cucarachos. E mais: A África, cuja população atualmente está crescendo mais rápido do que em qualquer outra região, representará 21% dos habitantes do mundo em 2050, em comparação com os 9% registrados em 1950. Enquanto os europeus optam por ter um ou dois filhos, os africanos subsaarianos têm cinco em média, esclarecem os estudiosos do Escritório de Referência de População. De fato, estamos diante de uma situação explosiva e os líderes mundiais precisam atentar para a necessidade de respostas humanitárias e eficientes.

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