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Barbarismo eleitoral - Editorial

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Retornamos, aqui, a um tema recorrente: alerta para a escalada da violência no processo eleitoral. Como dito e repetido em várias ocasiões, a história alagoana (e de outros tantos Estados também) está repleta de exemplos sangrentos e de tragédias anunciadas. Nos últimos anos as disputas eleitorais têm sido a evidente causa de assassinatos em nosso Estado. Vários desses crimes seguem com seus processos inconclusos, ou arquivados, enquanto sicários e mandantes seguem em liberdade. Nunca é demais lembrar os casos da morte de Beto Campanha (no Pilar) e a chacina de Roteiro, para citar apenas dois casos de anos atrás. No atual processo eleitoral são preocupantes as denúncias sobre as tensões acumuladas em vários municípios alagoanos. As ocorrências variam de simples surras até assassinatos antecedidos de seqüestro e torturas. Ameaças são tantas e tão repetidas que talvez nem mais sejam registradas. Certos relatos parecem extrapolar os limites dos filmes mais violentos sobre a máfia, remetendo-nos a realidades kafkianas, onde a regra é a ausência total de regras para o uso da violência é o caso das denúncias emanadas do município Estrela de Alagoas. Estrela cadente da cidadania, pois deveria ser impensável sequer a suspeita de barbaridades como as denunciadas. E estamos falando apenas do banditismo oficialmente eleitoral, desconsiderando outras ligações entre o crime organizado e a política (objeto de outras tantas denúncias, investigações e processos em curso) que se espalham por vários municípios. Caso não sejam tomadas iniciativas duras e eficientes, é evidente que as tensões explodirão mais cedo do que se possa imaginar. É o caso do Poder Judiciário estudar a antecipação de ações (com a parceria de forças federais) preventivas. Agir no dia da eleição pode ser tarde demais.

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