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Dia da Pátria

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| DOM FERNANDO IÓRIO * Sete de setembro! Dia da Pátria! Dia do grande grito: Independência ou Morte! Todo cidadão deve, com júbilo patriótico, celebrar a independência de sua pátria. Olavo Bilac conclamava em um de seus poemas: Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste. Tudo porque: Tu não verás País algum como este. País que nos tem dado, nas Letras: Antônio Vieira, Anchieta, Gonçalves Dias, Alencar, Olavo Bilac, Machado de Assis, Castro Alves, Cassimiro de Abreu, Jorge de Lima, Graciliano Ramos; no campo da Política e da Jurisprudência: Dom Pedro I, Conde do Rio Branco, Marechal Deodoro da Fonseca, Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Clóvis Bevilaqua e tantos outros. Ouço de Cervantes: É doce o amor da pátria, ou do antigo Sêneca: Ninguém ama a pátria porque é grande, mas porque é sua. Do general Osório é esta assertiva: O egoísta não admite virtudes patrióticas. E continuava: Eu, de mim mesmo, consagro à pátria o culto mais ardente e, para servi-la, quisera ser o mais virtuoso, o mais perfeito dos homens. Que valem as palavras de Osório diante daqueles que apedrejam a pátria com escândalos financeiros, com os desvios de verbas, com a corrupção quase generalizada, com a perda de visão do bem-comum, onde é forjado o destino do nosso povo, na maioria, sofrido. A correção dessas distorções que envergonham a nossa pátria e que ferem a ética e a moral somente se conseguirá com persistente coragem. Na festa de nossa independência não nos deixemos conduzir por sentimentos difusos de desânimo diante da difícil contingência em que vivemos. No fortalecimento dos valores morais, podemos reverter as ondas ameaçadoras do pessimismo devastador. O amor à pátria é inexistente nos corações dos politiqueiros, dos politiquins, dos politiquilhos, dos politicóides, dos politicastros, dos politiquinhos que ameaçam a ação positiva dos bons políticos que, para nosso gáudio, existem, ainda, em nosso País. Sejam nossas, nessa festa da pátria, as palavras de Rui Barbosa na sua Oração aos Moços: A pátria não é ninguém somos todos nós. A pátria não é um sistema, nem um monopólio,nem uma forma de governo . A pátria é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos, o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua, da liberdade... Os que a servem são os que não se acobardam, mas resistem, se esforçam, pacificam, praticam a justiça, o entusiasmo... (*) É bispo emérito de Palmeira dos Índios e membro da Academia Alagoana de Letras.

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