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domingo, 31/08/2025 | Ano | Nº 6044
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Opinião

Conhecer e prevenir

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Buscar causas de uma tragédia é um exercício indispensável, sempre. O correto entendimento dos mecanismos de uma catástrofe é saber indispensável para a definição de medidas preventivas. Em se tratando de flagelos naturais não simples ou fácil a adoção de medidas capazes de evitar a repetição. Exatamente por isso, torna-se ainda mais necessário analisar corretamente os porquês de um cataclisma tropical como o que castiga o Rio de Janeiro. As catástrofes pluviais são conhecidas pelo homem desde período anterior à própria invenção da escrita. Malgrado essa ancestral convivência, elas seguem fazendo estragos terríveis como se novidade fossem. Por que? Além dos fatores naturais, é evidente que a ocupação de áreas de risco, geralmente feita através de construções irregulares é um dos principais catalizadores desse tipo de tragédia. Esta questão foi abordada pelo governador carioca, Sérgio Cabral, que, em declarações à imprensa, responsabilizou a permissividade na ocupação de áreas irregulares uma das principais causas da calamidade. Ocupação irregular do solo é, infelizmente, uma tradição enraizada no Brasil. Essas irregularidades se estendem em largo espectro, desde a simples expropriação de terras de outrem (o patrimônio público é o principal espoliado), até o uso irregular do solo eventualmente legalizado como propriedade particular (neste caso, a contravenção é mais comum entre as faixas de melhor poder aquisitivo). Conforme vaticina a filosofia popular, tanto água mole em pedra dura tanto bate até que fura, como um dia a casa cai. Provavelmente, dado o extraordinário volume d?água desabado, a região Serrana carioca não teria como sair ilesa destas chuvas de verão, mas como o número de vítimas poderia ser muito menor, como resultado de maior acerto na ocupação do solo e na adoção de políticas públicas preventivas.

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