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Discrimina��es

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As lutas voltadas para o combate às diferentes formas de discriminação foram reforçadas nos últimos dias, com estudos mostrando números ainda vergonhosos, principalmente em relação à discriminação por sexo e raça e o anúncio de várias ações pelo governo federal. No rol das iniciativas governamentais destaca-se a que estende o Programa Fome Zero a comunidades quilombolas, como parte das comemorações do aniversário da Abolição da Escravatura. Inicialmente, conforme informa a Agência Brasil, serão atendidas 142 comunidades remanescentes dos quilombos registradas em todo o País, onde vivem mais de 14 mil famílias. Elas foram selecionadas a partir de critérios de insegurança alimentar identificados pela Fundação Palmares e discutidos com representantes das comunidades. Outras providências deverão ser adotadas em benefício da maioria da população pobre brasileira que é negra. Elas devem ser incluídas entre as prioridades das três esferas de governo. Sobretudo do governo federal, por intermédio de vários ministérios, com projetos desenvolvidos em parceria com a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Social, cuja proposta de criação, mediante a Medida Provisória 111, foi aprovada na última terça-feira pelo plenário da Câmara. O suplemento do relatório A Hora para a Igualdade no Trabalho, divulgado esta semana, revela que os grupos mais suscetíveis à discriminação no Brasil estão longe de ser minoria. Uma matéria produzida pela Agência Estado trouxe alguns dados sobre esta deplorável realidade. Como, por exemplo, mulheres negras, que têm entre 11 e 14 anos de escolaridade, e recebem um salário equivalente a 39% do que ganha um homem branco com a mesma formação. No caso do desemprego, a desigualdade de gênero é mais acentuada do que a de raça. A taxa de desemprego entre as mulheres negras no País, já em 2001, era 86% superior a de homens brancos. A própria responsável pelo relatório global da OIT, Manuela Tomei, afirmou que as disparidades encontradas no Brasil são superiores as de países como Argentina, Chile e México. Como não podemos continuar em posição desconfortável perante outras nações também em relação a este problema, temos de avançar, e logo, em políticas públicas suficientes para eliminá-lo.

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