Opinião
Mensagem atual
Cristãos do mundo todo celebram hoje a chamada Sexta-feira Santa, ou Sexta-feira da Paixão, quando, por meio de diversos ritos religiosos, lembram o julgamento, crucificação, morte e sepultamento de Jesus Cristo, ocorrido em Jerusalém, na época em que a região era dominada pelo império romano. Foi nessa região e nesse contexto histórico que o cristianismo surgiu. Os descendentes dos judeus viviam na Palestina e aguardavam ansiosamente a vinda de um messias, enviado por Deus, como fora predito por seus profetas. O galileu Jesus passa a ser visto como esse messias, atraindo uma multidão de seguidores, homens e mulheres, com sua mensagem de amor a Deus e ao próximo. Apesar de contar com o apoio do povo, atraiu a ira da elite religiosa judaica e acabou sendo preso, acusado, examinado, sentenciado e executado publicamente, por meio da crucificação, considerada a forma mais humilhante de punição, aplicada a escravos rebeldes, criminosos violentos e subversivos políticos. De acordo com o relato bíblico, no terceiro dia ressuscitou dos mortos. A mensagem de Jesus foi, então, propagada para diferentes territórios, rompendo as fronteiras do judaísmo. Depois de um período de perseguição, o cristianismo triunfou e sua influência se entendeu à arte, à linguagem, à política, à lei, à vida familiar, ao calendário, à música e até ao modo de pensar. Jesus é, sem dúvida, o personagem mais fascinante da história da humanidade, embora, vez por outra, sua existência seja questionada. Entretanto, referências a ele são encontradas em pelo menos 17 escritores seculares antigos. A maior parte dos acadêmicos concorda que Jesus foi um pregador judeu da Galileia, morto por ordem do governador romano Pôncio Pilatos. Os estudiosos tentam, então, construir o perfil do Jesus histórico e o retratam ora como o líder de um movimento espiritual, ora como um curandeiro carismático, um sábio e filósofo ou um reformista igualitário. Independentemente das discussões acadêmicas, para bilhões de pessoas Jesus é o enviado de Deus, ou o próprio Deus encarnado na história da humanidade. Mesmo aqueles que não partilham a mesma fé reconhecem a importância de sua mensagem, centrada no amor como bem maior, na caridade e no perdão. São coisas de que o Brasil e o mundo estão muito carentes atualmente.