Opinião
Chance de recuperar
Finalmente, uma chama de esperança se acende para o imponente prédio onde funcionou o Arcebispado de Maceió. O deteriorado imóvel, um dos mais marcantes da Capital alagoana, poderá ser restaurado para abrigar o poder legislativo municipal. Enquanto se encaminha a proposta da Câmara Municipal de Maceió, um perigoso atraso histórico poderia ser compensado e o palacete deveria ser tombado, sem outras delongas, pelo Conselho Estadual de Cultura. Apesar de incluído na Zona Especial de Preservação 2 (ZEP-2), instituída em 1997 pela Prefeitura de Maceió, através do Decreto Municipal 5.700/97, falta-lhe o necessário status legal do tombamento oficial. Sem essa condição, fica muito difícil a captação de verbas para a restauração de qualquer imóvel. Cabe ao órgão estadual responsável pelos processos de tombamento - o Conselho Estadual de Cultura - dar a urgência necessária ao processo de tombamento do Palacete do Arcebispado e de outras tantas obras da arquitetura alagoana que se quedam ao desamparo da Lei. Não há justificativa para aquele imóvel, assim como a Estação Ferroviária (situada defronte), não ser tombado em nível estadual. Por falar nisso, o imponente casarão da ferroviária já padeceu de várias plásticas que lhe roubaram muito da beleza original. A Associação Comercial de Maceió e o Museu da Imagem e do Som foram salvos graças a um projeto específico rotulado de Revitalização de Jaraguá, por sua vez enquadrado num programa de financiamento internacional, o Prodetur - condição que não é o caso daquela área da cidade. Naturalmente nada obsta apelar para o Ministério da Cultura e para o Banco do Vaticano, mas não se deve virar as costas a uma proposta real, objetiva, como essa apresentada pela Câmara de Vereadores. E antes de qualquer coisa, que o imóvel seja legalmente tombado!