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Opinião

O Papa e a vida

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Milton Hênio* Assistimos pela televisão os momentos de luta de Sua Santidade o Papa João Paulo II pela sobrevivência. Já com idade avançada e o peso da responsabilidade de conduzir os destinos do mundo católico, o Papa, ajudado por sua competente equipe medica, luta desesperadamente pela vida. Foi o Papa que mais viajou nas suas andanças pelas diversas partes do mundo sempre procurando lembrar aos cristãos que o futuro é construído hoje. Em um encontro com jovens adolescentes franceses ele dizia que não podemos deixar de contribuir para que o mundo se torne um lugar seguro para todos. Afinal, o que temos em comum, é o fato de todos nós habitarmos neste pequeno planeta. Assim toda riqueza, lembrava João Paulo II, conseguida através da violência, da desonestidade, do sofrimento de alguém, da injustiça, com certeza não trás felicidade. Está escrito nas escrituras: ganharás o teu pão com o suor do teu rosto. João Paulo II, através de sua terceira encíclica Laborem Exercens, põe em relevo o trabalho como expressão da pessoa humana, que não pode ser tratada qual mercadoria, sujeita ao capital. O trabalho tem prioridade cronológica e axiológica sobre o capital. A Encíclica Laborem Exercens versa por inteiro, sobre o trabalho humano, considerando as mais diversas facetas da questão no mundo contemporâneo. A humanidade está no fim de um ciclo da civilização, que foi caracterizada pelo consumo do carvão e do petróleo e está para iniciar um novo ciclo no qual a eletrônica, a automação e seus diversos produtos darão uma cadência às atividades do homem e espero, resolverão profundamente os tipos e as condições do trabalho humano. A geração contemporânea, inegavelmente usufrui dos benefícios da técnica, porem vive constantemente ameaçada pela violência, por uma civilização materialista que aceita o primado das coisas sobre as pessoas. Vemos ao lado dos homens e das sociedades abastadas, entregues ao consumismo e ao prazer, grupos sociais que passam fome, misérias e subdesenvolvimento. Daí a eterna preocupação de Sua Santidade em peregrinar pelo mundo, tentando diminuir com suas mensagens de esperança e de fé as injustiças e os sofrimentos dizendo com firmeza e com a inspiração do ALTO: Sem amor, sem o verdadeiro e grande amor, não há casa para o homem da terra. Continue João Paulo II sua luta pela sobrevivência, para mostrar aos homens que a vida é uma passagem e o verdadeiro cristão sabe que não é neste mundo de símbolos que os homens chegarão à plenitude da vida. (*) É médico

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