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Opinião

Luto e expectativas

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Enquanto acompanha as derradeiras homenagens ao papa João Paulo II, o mundo vive as expectativas em relação à escolha do seu sucessor, justamente quando a maioria dos povos mais necessita de lideranças decididas a lutar contra as guerras, contra todas as formas de violência, de injustiça social, e pela moral e pela ética. Quando precisa de quem promova mais amor a todas nações. Terá que ser alguém que conserve seu amor pela humanidade. Humanidade que jamais deixará de sentir a falta da presença física do ex-operário polonês Karol Wojtyla, transformado no João de Deus - como foi aclamado por milhões de pessoas no Brasil, país de maior população católica do mundo, que ele visitou em três oportunidades - no Estadista da Fé e ou Peregrino da Paz. Ele, o sucessor, conforme declarou o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Cláudio Hummes, precisa ser uma pessoa que mostre que ele e a Igreja estão a serviço da humanidade. Especialmente a serviço dos mais pobres e dos mais excluídos, da luta permanente por um futuro mais justo para todos os povos. E, de acordo com o cardeal Wilfred Napier, da África do Sul, também deve continuar os diálogos com as ciências, religiões, com a biotecnologia, biologia e a bioética. A maioria dos alagoanos está entre as populações de várias partes do planeta que nunca esquecerão a figura de João Paulo II. Esta gente do sofrido Nordeste brasileiro esteve entre os brasileiros que viram e ouviram, ao vivo, esse Pontífice mais jovem do século XX, e mais viajante da História, enquanto insistia na defesa dos valores e tradições da Igreja, também denunciar as injustiças sociais gritantes, as dificuldades dos trabalhadores, especialmente dos nordestinos. Como o fez na missa que celebrou aqui em Maceió em outubro de 1991.

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