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Opinião

Estatística do medo

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Destaque em certos índices é gol contra. Esse é o caso do terceiro lugar conquistado por Maceió no ranking das capitais com maior risco de assassinatos. Inédita, a pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) deve gerar bastante polêmica. Que sejam travadas as polêmicas necessárias, afinal calcular risco não é simples nem os resultados podem ser considerados exatos, precisos, como em outros tantos índices objetivos. Risco é subjetivo. Mas que o perigo existe, existe. E, mais que contestar a pesquisa, as autoridades do Estado e do município, deveriam se lançar numa frenética corrida para dissipar esse risco, ou pelo menos parte dele. Assim, todos ganharíamos. Insegurança é o que não falta. O risco é real, e notícias de assassinatos (vários em circunstâncias banais) não faltam todos os dias. Será extremamente importante se essa pesquisa efetivamente tiver a capacidade de comprovar onde o risco é maior, o quanto é maior e outros indicativos; afinal, essa quantificação poderá ensejar descobertas qualitativas, do tipo por que e como esses locais estão nessa deplorável situação. Recife, Vitória e Maceió são as capitais indicadas como as mais perigosas. Pernambuco, Espírito Santo e Alagoas amargam mais essa. Voltamos à mesma tecla: não é o caso de se contrapor à pesquisa com palavras, até porque a diferença parece ser bem pequena entre os índices de cada cidade (menos de 0,001% entre cada melhor colocado), mas que a esses índices sejam contrapostas políticas públicas de segurança que sejam efetivamente eficientes. Recife, Vitória e Maceió, assim como todas as demais cidades do Brasil, não merecem estar em rankings como esse. Nossa cidadania, aviltada com a violência crescente, precisa - isso sim - estar disputando onde existe mais e melhor segurança pública. Que o futuro mostre o caminho.

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