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Opinião

João Paulo Magno

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Dom Edvaldo G. Amaral* Nosso santo padre, o papa, às 21h37 voltou para a Casa do Pai, anunciou oficialmente na Praça de São Pedro mons. Leonardo Sandri, sostituto da Secretaria de Estado do Vaticano. L?Osservatore Romano, saído em edição extraordinária alguns minutos depois, dizia em primeira página: O Senhor chamou a si neste sábado, 2 de abril, às 21h37, o santo padre João Paulo II. E abaixo da foto do papa, esta frase emocionada: Para ti, é um dia glorioso, para nós, é um dia doloroso. O mundo chora o papa, estampava também em edição extra o jornal romano La Stampa. Os comentários das maiores personalidades políticas, ao redor do mundo, em torno de João Paulo foram unânimes: Sem ele, certamente o Muro de Berlim não teria caído, afirmou Michail Gorbachev. O presidente da Polônia disse categórico: Ele criou os novos tempos para a Polônia. A Igreja perdeu o seu chefe e o mundo um campeão defensor da liberdade, declarou o presidente George W. Bush. Coube ao cardeal Eduardo Martinez Sodalo, Camerlengo da Santa Igreja Romana, realizar os ritos previstos por ocasião da morte de um papa, depois da afirmação científica dos médicos assistentes, isto é, bater na cabeça com um pequeno martelo de prata, chamando-o três vezes por seu nome de batismo, Karol; depois tirar do dedo do Pontífice falecido o chamado Anel do Pescador e destruí-lo, bem como o selo com que se costumam selar as bulas pontifícias. Em seguida, o cardeal Camerlengo lacrou os aposentos pontifícios com todos os móveis que guardam seus documentos, à espera de seu sucessor. Certamente que agora o mesmo ele terá feito com o computador de uso do santo padre, que será aberto somente pelo próximo papa. É o mesmo cardeal Camerlengo quem convoca e preside as chamadas Congregações (reuniões) dos Cardeais presentes em Roma, para preparar o cerimonial dos funerais e a realização do Conclave que elegerá o novo papa. Este já foi fixado para ter início no próximo dia 18, uma segunda-feira. Participarão dele 117 cardeais, dos quais 20 são italianos. O Brasil contará com quatro conclavistas (isto é, cardeais com menos de 80 anos): dom Geraldo Agnelo (da Bahia), dom Eusébio Scheid (do Rio), dom Cláudio Hummes (de São Paulo) e dom José Freire Falcão (emérito de Brasília). O Conclave, de portas fechadas e sem nenhuma comunicação com o mundo exterior, se realizará na famosa Capela Sistina, ficando os cardeais hospedados na Casa Santa Marta, preparada para este evento pelo papa João Paulo II. Ele foi apóstolo da família e dos grandes valores que a constituem no mundo de hoje. (*) É arcebispo emérito de Maceió

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