Opinião
Um novo pacto
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com o governo federal, acaba de lançar, no município pernambucano de Petrolina, o pacto nacional Um mundo para criança e o adolescente do semi-árido, cujo objetivo, evidenciado no nome da própria iniciativa, é promover a melhoria das condições de vida da população infanto-juvenil da região. Trata-se, sem dúvidas, de medida das mais importantes. Principalmente para os 11 milhões de jovens espalhados por toda essa parte do território nacional. O semi-árido brasileiro, com cerca de 900 quilômetros quadrados e 24 milhões de habitantes, abrange o vale do Jequitinhonha, no Espírito Santo, o norte de Minas Gerais e nove estados nordestinos. Suas comunidades continuam sendo as mais sofridas com os problemas seculares das secas. Mais da metade da área do Nordeste brasileiro está dentro do semi-árido, onde, de acordo com dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 2,4 milhões de famílias pobres. E segundo o próprio Unicef, as suas crianças são as mais afetadas pela pobreza no Brasil. 75% dos meninos e meninas 75% dos meninos e meninas vivem em famílias com renda menor ou igual a meio salário mínimo. Espera-se que todo seu povo logo passe a usufruir os benefícios esperados com o mais novo pacto celebrado no País. Que os investimentos aconteçam realmente nas quantidades adequadas ao atendimento dos anseios dessa gente. Que ele não seja mais uma das excelentes idéias adotadas no Brasil que logo terminam em desilusão e fracasso, principalmente nas regiões com maiores carências no setor social. A exemplo de inúmeros planos, programas e projetos. Até mesmo quando os estragos causados pelas demoradas estiagens justificam os decretos de calamidade e emergência em nossos sertões e agrestes.