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Chagas, educador...

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Gilberto de Macedo * Dedicação, sensibilidade e conhecimento definem o educador. Dizem de sua espontaneidade e vocação para o desempenho dessa grande tarefa humana: educar! O educador caracteriza-se pela afetividade; pelo coração, mais que pelo cérebro; pelo desejo de colaborar, mais que pela posse de conhecimentos formais e neutros, prevalece o sentimento de solidariedade para apoiar o educando, em sua busca de caminhos na vida. Assim, o educador é muito mais que instrutor; mais que vigilante do comportamento, porém um amigo, no verdadeiro significado desta palavra. Alguém que pode discordar sem se colocar contra, mas ao lado, para ajudar na correção dos erros. Cumpre, assim, uma missão incomparavelmente humanizadora. Não há outra que a respeito, possa substituí-la. Merece reverência e aplauso. Agora e sempre. Onde quer esteja. Além do espaço e do tempo. É o exemplo. É da função educativa, a mais valorosa na vida em sociedade. Diz da formação da pessoa como um todo. Um ser bio-psicologico- social espiritual. Mais importante que a aprendizagem intelectual separadamente, mais que habilitação tecno-profissional isoladamente, a educação visa a formação plena da personalidade humana, o aperfeiçoamento da pessoa. Não há, portanto, forma de existência mais completa e aperfeiçoada em todos os níveis da realidade, que essa derivada da educação. Daí a relevância do papel do educador, como agente colaborador na construção do destino do educando. Assim, repetindo, cuida da educação, mais que conhecimento especializado e competência tecno-pedagógica, exige incansável disposição anímica, sentimento e vontade para, em qualquer circunstância, hora e lugar, desempenhar-se com tolerância e alegria. Vem daí a importância da relação educador-educando. É para educar, nada mais eficiente que através do exemplo manifestado pelo mestre, como, alias, já dizia Turgot: O problema essencial da educação é dar o exemplo. Pois é próprio do ser humano a tendência para imitar o que está acima, na escola de valores, no desempenho convivencial. Exemplo de educador foi dado pelo Irmão Chagas, que foi diretor do Colégio Marista, de Maceió, pelos idos de 1973. Marcou a sua passagem com esse desempenho admirável de autêntico educador. Jamais conivente com o erro, porém nunca foi um censor. Amigo do aluno, ajudando-o a se encontrar, superando os obstáculos. Tolerância e disciplina com afeto. Assim há de ser o educador como propiciador de oportunidades. (*) É escritor e colabora em publicações como articulista

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