Opinião
Por falar em Sudene
Os representantes do Nordeste no Congresso Nacional devem redobrar seus esforços para evitar que a região continue ainda por muitos anos como um país à parte dentro do território nacional, como é fácil de ser constatado nas pesquisas antigas e mais recentes realizadas por órgãos governantes e diversas entidades da sociedade civil organizada. Elas revelam os efeitos crônicos das desigualdades regionais que prejudicaram mais os estados nordestinos.. Os governantes e as demais forças políticas devem insistir nas reivindicações ao governo federal com vistas ao cumprimento de 1qboa parte dos compromissos dos últimos anos, começando pela campanha à presidência da República. Com destaque para a recriação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Sem deixarem de atentar para alguns detalhes da maior importância, como a inexistência de um projeto estratégico para esta mesma região, admitida nessa última semana pelo ministro da Integração, Ciro Gomes, num encontro com integrantes da bancada nordestina na Câmara dos Deputados. Inclusive, eles ouviram o ministro e ex-governador do Ceará advertirem que a criação das Sudene e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) sem o suporte do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), incluído na proposta de Reforma Tributária, ?será um equívoco, pois resultará apenas no nascimento de duas entidades burocráticas iguais às que já existem?. Sejam quais forem os entendimentos dos defensores dos legítimos interesses dessas regiões menos assistidas pelo governo federal, não pode ser esquecida a contribuição daquelas autarquias para o crescimento real do País com a aprovação de projetos e incentivos nos variados setores dos estados das suas respectivas áreas.