loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Casais 20

Ouvir
Compartilhar

RONALD MENDONÇA * A outrora defensora da candidatura petista, Danusa Leão, é a mais nova integrante dos radicais livres. Pelo menos é o que expressa artigo de sua autoria publicado pela Folha de S. Paulo quando assinala que, fora os banqueiros, somente duas pessoas parecem estar felizes no País: o presidente Lula e D. Marisa. Dizer que banqueiros continuam tão ou mais satisfeitos ?do que pinto em lixo? é o óbvio, mas não aceito a exclusão do casal Marta Suplicy-Luis Favre desse seleto rol dos mais felizes. Maledicências à parte, o fato é que tem chamado a atenção a destacada figura de dona Marisa ao lado do presidente na maior parte das suas aparições. Se jogada de marketing ou prova de real afetividade, de qualquer forma a primeira dama marca presença, dando o recado de que leva ao pé da letra a palavra ?companheira?. Na chamada liturgia do cargo, presidentes costumam deixar suas digitais, escapando, quando podem, da formalidade protocolar, até para tornar algumas chatices que a função impõe em algo mais palatável. Nesse campo, os americanos se superam. Bill Clinton, o dos charutos turbinados, desmistificou o ?cargo mais importante do planeta?, ao transformar sua passagem pela Casa Branca num prazeroso e interminável recreio. Ora jogando golfe em Camp David, ora tocando sax em memoráveis noitadas, às vezes como rabatedor de beisebol e, nas horas vagas, entre um charuto e outro, brincando de médico com travessas estagiárias, a verdade é que o buliçoso Clinton divertiu-se como pôde enquanto o mundo comia gilete. Outro garotão assanhado é o Bush. Quem sabe por ter levado a pior quando criança (?), o presidente americano adora fazer o tipo bad boy. Imaginem ?Júnior? morando em Brasília, tendo um pai influente, o que não iria aprontar com os índios? Sem querer dar razão à cronista Danusa, Lula realmente impôs sua marca e me parece mesmo estar com a corda toda. Contudo, suas falas - de improviso, sobretudo - nem sempre lhe são favoráveis. A de Evian (que não foi de improviso, na França, propondo taxar armamentos em nome da fome foi no mínimo inocente. Em compensação, não poderiam ter sido mais oportunas as críticas às impudicas taxas cobradas pelos bancos. Se conseguir baixar os juros bancários, com certeza Lula deixará os banqueiros um pouco desapontados. Paciência. O importante para nós outros é que ele e d. Marisa (além de Marta e Favre, claro) continuem exultantes. (* ) MÉDICO E PROFESSOR DA UFAL

Relacionadas