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Nº 5718
Opinião

Prov�ncias eclesi�sticas

DOM EDVALDO G. AMARAL * A recente reunião dos bispos com os agentes da pastoral do Nordeste II da CNBB (que vai do Rio Grande do Norte a Alagoas), concluída em Jaboatão dos Guararapes (PE) no último domingo, dia 10 deste mês, dedicou sua atenção a uma an

Por | Edição do dia 17/03/2002 - Matéria atualizada em 17/03/2002 às 00h00

DOM EDVALDO G. AMARAL * A recente reunião dos bispos com os agentes da pastoral do Nordeste II da CNBB (que vai do Rio Grande do Norte a Alagoas), concluída em Jaboatão dos Guararapes (PE) no último domingo, dia 10 deste mês, dedicou sua atenção a uma antiga instituição canônica, que andava um tanto esquecida: a Província Eclesiástica. A província eclesiástica toma o nome da Arquidiocese, que é sua cabeça, e assim se distingue do Estado em que se localiza. Por exemplo, o Estado de Alagoas tem a Província Eclesiástica de Maceió, Pernambuco tem a Província Eclesiástica de Olinda-Recife, e assim por diante. Caso excepcional é o Estado da Paraíba, cuja província eclesiástica chama-se Paraíba, por ser este o nome da diocese que corresponde à capital, João Pessoa. Ainda pode não coincidir com o Estado a província eclesiástica, como acontece em São Paulo e Minas, que têm várias províncias em seu território, e agora, neste início de ano, a Bahia foi dividida em três províncias eclesiásticas: Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista. É bom esclarecer logo que a estrutura administrativa da Igreja só conhece três escalões: a paróquia com seu pároco, a diocese com seu bispo, e a Igreja universal, com o Papa. Fora dessas três instâncias, o mais são meras honrarias, cônego, monsenhor, cardeal, e outros, ou coadjuvantes: o Conselho paroquial, o Cabido dos cônegos, os Conselhos diocesanos e os vários dicastérios – órgãos colegiados e de assessoria ao Papa – que constituem a Cúria Romana, tendo por chefe o Romano Pontífice. O que nosso Regional do Nor-deste II tenciona é revitalizar, com uma vigorosa dinamização, para uma efetiva pastoral de conjunto, as quatro províncias que constituem o Regional e que estão mais vizinhas da realidade pastoral de nossas comunidades e podem mais de perto acompanhar suas comunidades. No caso da província de Maceió, o trabalho das vocações sacerdotais sempre foi feito em nível estadual, mas agora com a criação do Seminário Provincial, graças aos esforços do arcebispo coadjutor, dom José Carlos, coordenando os trabalhos da equipe episcopal, que é presidida pelo Metropolita, nossa Província assumiu nova feição eclesial. Também, em matéria do ensino religioso nas escolas públicas do Estado, sempre houve decisões comuns. A posição diante da política, sobretudo em época de eleições, foi iniciada em 1996, com uma carta escrita pelo Metropolita e assumida pelas duas outras dioceses e vários esforços foram feitos nos anos subseqüentes, com maior ou menor resultado. Mas o que se está agora querendo para todo o Nordeste é uma ação pastoral em comum mais significativa, colhendo as sugestões vindas da CNBB nacional. Assim, como foi feito no plano trienal de preparação para o Jubileu 2000, deve continuar agora com o programa, anunciado pelo papa para o novo Milênio, na Carta Ao alvorecer do novo milênio, em que o Sumo Pontífice nos convoca a “fazer-nos ao largo” – Duc in altum – o convite de Jesus a fim de que enfrentemos com coragem, neste novo século, começo de milênio, os mares borrascosos do mundo de hoje, anunciando com propriedade e decisão, o Evangelho de Jesus, que é o mesmo, ontem, hoje e pelos séculos! Isso é o que queremos também nós fazer, com coragem e dedicação evangélica, em nosso querido Estado de Alagoas – a Província Eclesiástica de Maceió. (*) É ARCEBISPO DE MACEIÓ

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