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O ambiente e a vida

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MILTON HÊNIO * No último dia 5 foi comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, ambiente atualmente agredido pelo homem que o destrói diariamente. Segundo a informação histórica foi, primeiramente, criado o meio para depois, ser criado o homem. Primeiro, foi a luz, isto é, o Sol, com seus raios e seu calor vivificantes; depois as águas e as terras; em seguida as plantas e os animais; por fim o primeiro casal humano. Tardou muito para que o homem, como pensador, se desse conta do ambiente que o envolvia. Mas, afinal, chegou o tempo em que ele começou a ficar maravilhado com tudo aquilo que a Obra da Criação lhe outorgava, para que pudesse viver com alegria. Que maravilha a natureza! Terras, plantas, rios e mares, animais, Sol e Lua, tudo, enfim, dando um toque de beleza em tudo o que nos contorna e mostrando a grandeza de Deus. Infelizmente temos de admitir a destruição desse ambiente pela atividade do homem. O pior é que, destruindo o seu meio, o homem está criando condições incompatíveis com a vida e promovendo sua própria destruição. Vou me referir apenas a um tema desse belíssimo ambiente em que vivemos ? a água. Abundante em algumas regiões do Brasil, ela está deixando de ser um bem do qual se pode dispor livremente. Dádiva da natureza e condição essencial de toda a vida na Terra, durante milênios a água doce foi considerada um recurso abundante, inesgotável e renovável. Nas últimas décadas, porém, a diminuição e a poluição da água limpa no planeta começou a preocupar governos e especialistas do mundo inteiro. É que o volume de pessoas doentes consumindo águas contaminadas, a escassez dessa água limpa em vários pontos do mundo, a depredação das nossas matas, a mudança do clima em decorrência desses fatores citados, têm contribuído para essa justa preocupação ? as modificações do meio ambiente. Apesar de possuir cerca de 12% das reservas mundiais de água e estar numa situação confortável em relação a muitas regiões do planeta, no Brasil os problemas ligados a água são preocupantes. É que 70% dos mananciais se concentram na Amazônia onde estão pouco menos de 7% da população brasileira. Segundo porque a concentração urbana e industrial, a sujeira do solo e uso de agrotóxicos têm contribuído não só para a péssima qualidade de água como pela menor quantidade desse precioso líquido para o uso humano e o setor produtivo. A água do mar é fonte de vida para a humanidade, mas o homem também começa a destruir essa riqueza. Lemos todos os dias nos jornais com tristeza, que empresas de pesca estão falindo em muitos lugares do Brasil e que muitos pescadores estão passando fome porque o peixe está desaparecendo do mar, dos rios e das lagoas. É preciso, portanto, que haja um despertar nas pessoas para a responsabilidade de cada um diante dessa agressão que às vezes, sem querer, praticamos nos passeios de domingo. O Laboratório Aché fez um trabalho de pesquisa muito interessante e que está distribuindo com a classe médica, mostrando a forma como contaminamos a água do mar e como o lixo que descartamos é duradouro em suas ondas. Vejamos: um simples papel toalha demora 4 semanas para desaparecer, uma caixa de leite, 3 meses; uma página de jornal, 6 meses; uma fralda descartável, 1 ano; um copo de plástico, 60 anos; uma simples garrafa de plástico 40 anos e uma lata de alumínio 200 anos. Dessa forma, vejam que são milhares e milhares desses objetos, entre outros, jogados todos os dias nas águas dos nossos mares; estamos assim comprometendo a saúde dos animais aquáticos e a nossa própria. A natureza é sábia, mas se rebela quando agredida. Ventos, chuvas, calor, multiplicação de vírus e bactérias, tudo isso se transforma e se exalta, concorrendo para o surgimento de doenças que, inegavelmente, atingem o homem em seu caminhar pela terra. Vamos, portanto, proteger o nosso ambiente, desde a nossa casa até os lugares mais longínquos, para que tenhamos um viver saudável. (*) É MÉDICO [email protected]

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