loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 01/08/2026 | Ano | Nº 6280
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Efeitos da viol�ncia

Ouvir
Compartilhar

A economia do País está no rol dos segmentos mais afetados pela violência em várias regiões do mundo. Inclusive nos países sem guerras, sendo um deles o Brasil, que já tem 10% do Produto Interno Bruto (PIB) comprometido com esse fenômeno, enquanto a população se sente cada vez mais insegura. Como mostra a revista Rumos, de fevereiro deste ano, a violência no Brasil, além de balançar o equilíbrio socioeconômico, produzindo baixas, também é responsável por um efeito positivo entre aspas: o crescimento no ramo de seguros e de serviços de segurança. A ponto de duas principais firmas de vigilância do País passarem a figurar no ranking das 500 maiores empresas brasileiras. Não estão nessa relação, lógico, ?os números de vigilantes clandestinos, estimados em 600 mil ? muitos deles policiais trabalhando em tempo vago e as empresas ilegais que chegam ao espantoso número de 4.500. A mesma revista traz a afirmativa do economista e advogado de que o Brasil está pagando dízimo ao crime. O mesmo que no recém-lançado A Violência sem Retoques, que trata dos efeitos da violência na economia brasileira. Segundo ele, só em 2001, em âmbitos federal, estadual e municipal, o Estado brasileiro gastou US$ 23 bilhões em segurança. Não precisa ser expert no assunto para saber que apesar de todo esse dinheiro usado em áreas relacionadas à segurança, as estatísticas de assassinatos e de outros tipos de violência continuam ascendentes contribuindo para outras formas de desperdícios de recursos, sobretudo públicos, e para o aumento de órfãos, viúvas, de danos inestimáveis e permanentes. Ainda em relação ao impacto da violência na economia, a Rumos lembra o alerta feito em 2000 pelo então economista-chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ricardo Haussmann: ?Apenas as perdas de capital humano e os custos da atenção médica para as vítimas chegam, em muitos países, a 5% do PIB. Mas a isso se devem somar os efeitos nocivos da violência sobre os investimentos doméstico e estrangeiro...? Os números que acabamos de citar devem servir para reflexão e provocar medidas urgentes e verdadeiramente sérias no campo da segurança pública. Principalmente em relação às desigualdades sociais e às drogas. Sem esquecer a necessidade de um maior rigor quanto ao porte e uso de armas de fogo.

Relacionadas