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Opinião

Falta de preven��o

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Os novos problemas causados pelas chuvas em vários bairros de Maceió bastam para termos a certeza de que ainda não foram apreendidas as lições deixadas, ao longo dos anos, nos períodos de chuvas fortes como agora, que já deveriam ter servido para a execução de ações preventivas de resultados duradouros. Conseqüentemente, expressiva parcela da população continua temendo novas situações de calamidade, com mortes, com a destruição de bens móveis e imóveis, e drásticos efeitos econômicos. Muitas das medidas que já deveriam ter sido adotadas para atenuar os efeitos das inundações que transformam até ruas centrais e também de áreas elevadas das cidades em verdadeiros lagos são possíveis com um trabalho de conscientização, para que as pessoas não coloquem lixo em córregos, rios, nem nas ruas, mantendo as bocas de lobo livres e desimpedidas. E com outros tipos de providência que dependem, principalmente, de criatividade. Precisamos aprender cada vez mais com os nossos próprios erros, ao destruir os meios dados pela própria natureza para convivermos com as cheias, com as secas e outros desastres naturais, de resultados catastróficos ou não. E atentarmos para o fato de que esses fenômenos acontecem com intervalo suficiente para que sejam realizadas ações preventivas, que podem não ser caras. Segundo um relatório da Cruz Vermelha, só em 2000, os desastres naturais ou causados pela ação humana atingiram 258 milhões de pessoas no mundo. De acordo com o mesmo estudo, esse número já era 25% acima da média dos últimos dez anos e sete vezes superiores aos de atingidos por conflitos armados. E os desastres e seus efeitos não decorrem da vulnerabilidade de física e geográfica dos países, mas da situação econômica da população. É claro que eles afetam também as nações mais desenvolvidas do planeta. A diferença, como explicou, então, o diretor da Divisão de Gestão de Desastres da Cruz Vermelha, Roger Blake, é que a situação econômica dos países ricos permite uma preparação da população. Nem sempre os dados das calamidades são recuperáveis. Como a destruição de vidas. Sem falar em outros resultados tristes e irreversíveis. Cuidemos.

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