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Opinião

A luta pela �gua

Das mais oportunas a audiência pública realizada ontem, por iniciativa da Câmara Municipal de Maceió, com a finalidade de discutir os problemas relacionados à escassez e à qualidade da água. E também a advertência feita pelos técnicos dos órgãos executore

Por | Edição do dia 19/03/2002 - Matéria atualizada em 19/03/2002 às 00h00

Das mais oportunas a audiência pública realizada ontem, por iniciativa da Câmara Municipal de Maceió, com a finalidade de discutir os problemas relacionados à escassez e à qualidade da água. E também a advertência feita pelos técnicos dos órgãos executores de programas nas áreas de recursos hídricos e de políticas de defesa do meio ambiente de que menos de um por cento desse mineral disponível no planeta pode ser usado para o consumo humano ou produção. Ambos os debates aconteceram justamente no primeiro dia útil da semana que começa com uma série de iniciativas em níveis municipal, estadual, nacional e internacional, como parte das comemorações do Dia Mundial da Água, que transcorrerá na próxima sexta-feira. As discussões sobre o tema tornam-se cada vez mais imprescindíveis a fim de que os governantes e cada um dos cidadãos se conscientizem quanto à necessidade da preservação e utilização racional desse bem público. Mormente em países como o nosso, e em regiões como o Nordeste, onde a má utilização da água agravada pelo desperdício tem sido, há varias décadas, um dos maiores problemas. Até mesmo nas áreas mais afetadas pela escassez. Como a do Semi-árido. O nosso Estado já ocupa o sexto lugar no ranking nacional do custo do serviço de fornecimento de água para residências. Mesmo assim, a Casal, a estatal que responde pelo abastecimento de 80 dos 102 municípios, incluindo a Capital, tem acumulado déficit decorrente não apenas da alta inadimplência, mas também das ligações clandestinas e do desperdício. Não bastasse tudo isso, continuamos entre os Estados mais carentes em saneamento básico, que contempla apenas 25% da Capital e em serviços de coleta de lixo adequados. Que têm seus mais importantes mananciais já comprometidos pela superexploração, pelo desmatamento e diversos outros fatores que acentuam a destruição dos rios, das lagoas e a contaminação das águas.

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