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Opinião

Freitas Neto

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CÉLIA ROCHA * O prêmio Freitas Neto de Jornalismo, instituído em 10 de setembro de 1999, foi uma forma de a administração municipal de Arapiraca homenagear a imprensa por intermédio de um nome que simboliza a informação enquanto ética, justa e prestadora de serviço. Em 2000, realizamos a festa que premiou trabalhos jornalísticos, reverenciou Freitas Neto e celebrou a comunicação de qualidade, tão bem exercida por este jornalista combativo e este cidadão solidário com a igualdade de direitos. No próximo dia 11 de julho, estaremos reeditando em Arapiraca o II Prêmio Freitas Neto de Jornalismo, exatamente quando se completam seis anos da morte trágica de Freitas e sua Graça, vítimas de uma acidente aéreo nos mares de Havana. Logo Havana, cidade tão querida pelo nosso Freitas, logo em Cuba, país que era referência para este homem que soube, de forma plena, ser político e profissional de imprensa, ser cidadão e advogado dos direitos humanos. Arapiraca teve a sorte de ter Freitas trabalhando a comunicação em nosso município, por meio da GAZETA DE ALAGOAS. Ele ensinou que se pode fazer jornalismo em favor da construção, com otimismo e credibilidade em todas as versões do fato. A sua alegria pessoal era o seu maior carisma e, com isso, conquistava fontes, aliados, admiradores. A sua simpatia contagiava a todos. Além de jornalista, era um homem do Direito. Advogado, chegou a ser juiz do Trabalho. Foi vereador por Maceió. Em qualquer missão que assumia, mostrava sua disposição de luta, sua competência, sua firmeza de caráter. Era um lutador da justiça, por justiça. Comunista do velho PCB, tinha como teoria, a prática do ?compartilhar?. E no jornalismo, soube compartilhar com os colegas e com os leitores a arte da boa comunicação. Naquele 11 de julho de 1977, amigos e parentes aguardavam mais um retorno de Freitas e Graça do país de Fidel Castro. Todos esperavam, ansiosos, pelos vídeos, pelas fotos, pelas histórias que Freitas sempre trazia de Havana, no meio de sua papelada histórica. Mas, dessa vez, Graça não voltou, e Freitas desembarcou em Maceió sem vida, para, diante de amigos, colegas e família, ser sepultado com as honras devidas a quem tanto fez em vida. Arapiraca também sofreu a perda deste grande homem de imprensa e se junta a todos que o conheceram, o amaram e conviveram com ele, na saudade e na expectativa de melhores dias para Alagoas e para o Brasil, criada por Freitas em cada matéria, em cada discurso, em cada batalha vencida contra o atraso. No II Prêmio Freitas Neto de Jornalismo vamos celebrar não apenas Freitinhas, mas o jornalismo decente que ele deixou como exemplo para tantos profissionais, de sua geração e da nova geração; o jornalismo que contribui, que desenvolve, que compartilha, que defende a liberdade e consolida o bem-estar comum. (*) É PREFEITA DE ARAPIRACA

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