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O Brasil que merecemos

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ORLANDO VILAR* Nosso País tem um potencial econômico invejável a outras nações do mundo, quer pelos recursos naturais, quer pelo que está no subsolo, quer pelo que representa um mercado de cento e setenta milhões de brasileiros, ou mesmo, por figurar entre as 10 maiores economias do planeta considerado o PIB (Produto que é a soma de bens e serviços produzidos no País). Tudo isso é verdade, contudo, temos condições de, em curto prazo, melhorar nossos indicadores sociais e ou econômicos e, para tal, alguns investimentos têm que ser priorizados, em face de efeito multiplicador que proporciona no desenvolvimento econômico do País. Temos acompanhado as expectativas de uma nova safra recorde na agricultura, atividade basilar que contribui sobremaneira para a alimentação interna do povo e também de incremento nas exportações com reflexos no direito no controle da inflação. Não obstante tal assertiva, é bem verdade, também, que não podemos nos ufanar com tal fato e deixamos de lado um dos aspectos extremamente relevantes para a questão que é o escoamento da safra. Nossa matriz logística está baseada principalmente no transporte rodoviário, além de outras modalidades, contudo, considerado esta espécie de per-si, é reconhecido o quanto temos que melhorar a fim de que propiciamos uma distribuição dos produtos de maneira mais eficaz. Não podemos nos dar ao luxo, ou melhor, a insensatez, de não cuidarmos das estradas, sem o que, o desperdício de recursos da economia é fantástico, vez que produz-se, mas não chega aos mercados consumidores pela simples falta de estradas. Fazendo-se uma analogia com a educação, é como se produzíssemos excelentes livros, e estes não chegassem às escolas. É ficar literalmente no meio do caminho. Temos que acordar para todo o elo da cadeia produtiva e reconhecer que tal assunto merece um acompanhamento mais de perto, corroborando com a minimização do custo de produção e conseqüentemente de transporte. Lembramos também que quando se pensa em exportação já temos as dificuldades das barreiras tarifárias da Europa e dos Estados Unidos com a promoção de subsídios aos produtos daqueles países, implicando em uma competição mais difícil. Sabemos também que os métodos de produzir têm que ser melhorados, entretanto, nosso problema não está na produtividade que por si vem evoluindo ano a ano, mas continuamos a correr, correr e morrer na praia. Esta expressão figurada, bem caracteriza o que queremos dizer. Não basta produzir bem; isso é imperioso, mas pensamos e lutamos através das nossas autoridades constituídas a sensibilizar quanto ao problema das nossas estradas atuais e aquelas que ainda não foram sequer melhoradas. É necessário uma conscientização do problema e enviar esforços para uma melhor solução, já, e, assim, não perder todo o trabalho que é feito no campo. O Brasil que queremos e merecemos não pode continuar assim. *É ADMINISTRADOR E CONSULTOR DE EMPRESAS

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