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Nº 5710
Opinião

Semi-�rido

Foi anunciado, ontem, através da Secretaria Executiva do Comunidade Solidária, o apoio do programa Comunidade Ativa a 25 municípios do semi-árido nordestino. Os contemplados integram a região do Xingó e pertencem aos Estados de Alagoas, Bahia, Pernambu

Por | Edição do dia 21/03/2002 - Matéria atualizada em 21/03/2002 às 00h00

Foi anunciado, ontem, através da Secretaria Executiva do Comunidade Solidária, o apoio do programa Comunidade Ativa a 25 municípios do semi-árido nordestino. Os contemplados integram a região do Xingó e pertencem aos Estados de Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe. O nosso passa a ter mais quatro atendidos pelo Comunidade Ativa: Piranhas, Delmiro Gouveia, Olho D’Água do Casado e Pão de Açúcar. Mesmo que sejam garantidos os recursos para o Comunidade Ativa, até porque estamos em um ano eleitoral, todo o Nordeste continuará à espera de programas que possam fazer com que ele deixe de figurar como uma das mais carentes regiões do País. E mais discriminada pelo governo que, com esse e outros programas, insiste em medidas paliativas, quando deveria promover ações de resultados duradouros, justamente onde as desigualdades sociais são mais acentuadas. Não é por falta de apelos e advertências das lideranças políticas desta parte do País que a maioria das famílias do Nordeste permanece entre as maiores vítimas da fome e da miséria. No rol das legiões não beneficiadas com verdadeiros programas de desenvolvimento sustentável. A situação seria outra não apenas no nosso semi-árido se ao longo da era FHC não fossem feitos os drásticos cortes dos recursos que deveriam ser usados para a melhoria das condições de vida de milhões de brasileiros que continuam aparecendo nos relatórios, principalmente de organismos internacionais, entre as mais empobrecidas do mundo. Esta situação deplorável somente será modificada com a execução de projetos como o da revitalização do Rio São Francisco, com decisões que possam evitar o agravamento do desemprego, dos ainda assustadores índices de mortalidade decorrentes da falta de alimento, de políticas efetivamente voltadas para o homem do campo. Sobretudo dos pequenos produtores. O nosso verdadeiro desenvolvimento econômico e social não será alcançado com ações que não resultem na justa distribuição das riquezas, em geração de emprego, em aumento da produção e, conseqüentemente, no fim das crescentes mazelas sociais.

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