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Ufal independente

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EDINALDO MARQUES DE MELO* Há 43 anos, foi criada a Ufal, a única Universidade Federal de Alagoas, responsável pela colocação no mercado de trabalho de milhares de profissionais, que muito contribuem para o crescimento desse Estado. Hoje, estamos vendo a nossa Ufal passar por momentos de extrema dificuldade fruto, em parte, da política estabelecida pelos sucessivos governos federais, ao longo dos tempos. Outra causa da instabilidade atual foi a falta de visão em relação à importância dos talentos existentes na instituição. Faltou buscar com eficácia a participação de toda a comunidade, a integração de todo o quadro de pessoal, num processo sinérgico de cooperação criativa, no sentido de resgatarmos a Ufal pela qual queremos voltar a nos orgulhar. Se o governo federal não faz a sua parte como deveria, poderemos, sim, criar alternativas que viabilizem a manutenção e o crescimento das atividades desenvolvidas pela instituição. Com independência, sem estar comprometidos com grupos políticos ou quaisquer ideologias, e completamente sintonizados com os anseios da comunidade interna, apresentando propostas objetivas e claras, dizendo como fazer para resolver cada problema e de onde virão os recursos, poderemos construir uma nova Ufal, aquela universidade que sempre sonhamos: democrática, igualitária, simétrica, produtiva e no caminho da excelência em suas diversas atividades. Precisamos formar estudantes capacitados, que possam ingressar no mercado de trabalho, aptos a exercer suas diversas atividades, sem serem preteridos ou tratados como profissionais inexperientes, submetidos a um salário não condizente. Com humildade, temos que reconhecer o erro estratégico cometido nesses anos. Durante muito tempo, esqueceram o principal ativo permanente da Ufal - o seu capital intelectual, composto por professores e técnicos-administrativos. Nunca foi estabelecida uma consciência ?ufaliana? comprometida com valores coletivos. Esse é um caminho que vai exigir liderança, muito trabalho, dedicação, perseverança, eficiência e eficácia. Do mesmo modo, o ativo temporário - estudantes, pouco foi ouvido. Não são chamados a opinar e contribuir diretamente para a busca de soluções. A eleição para reitor que ocorre este ano é mais uma oportunidade para refletirmos e decidirmos sobre o futuro da Ufal. Qual a universidade que queremos para os nossos filhos e netos? Vamos continuar nos deixando influenciar por amizades ou ideologias? Ou usaremos a nossa consciência, imaginação e vontade independente para reverter a situação em que se encontra a nossa universidade? Precisamos ter muito cuidado com os ?cabos eleitorais? e com os conchavos formados nesses momentos de eleição, tentando influenciar pessoas. Buscam captar votos com simpatia e aproveitam a apatia de alguns integrantes da comunidade ou o distanciamento de outros. Levantam estórias, coisas tendenciosas. Mas o que está por trás são interesses, às vezes pessoais ou de grupos. Somente com independência, coragem, humildade e com o envolvimento de todos poderemos fazer renascer a Ufal que a sociedade precisa, uma universidade alavancadora do desenvolvimento de Alagoas, formando profissionais em condições de exercer suas profissões com cidadania e muita competência. (*) É CANDIDATO A REITOR DA UFAL [email protected]

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