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Pastoral do acolhimento

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DOM JOSÉ CARLOS MELO, CM * Vivemos nos dias atuais em uma sociedade em que a qualificação parte de uma boa apresentação. É a sociedade onde tudo é bem apresentado pelo ?Marketing?, ou seja, o valor parte da boa propaganda. Na dinâmica da Fé Cristã, a acolhida nos leva a entender as próprias atitudes do Mestre Jesus que conquistava multidões: ?Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois a ensinar-lhes muitas coisas?. (Mc 6,34) Dessa maneira, compreendemos que a aproximação, impregnada de uma atitude amorosa, nos conquista para uma maior vivência de Fé. Na sociedade atual, onde o imediatismo do lucro e a ganância pelo poder contaminam o homem, nós precisamos propor, nas diversas manifestações sociais, um sinal vivo e expressivo da presença de Jesus. Falo mais explicitamente da religiosidade popular, muitas vezes de caráter ingênuo, sem uma adequada formação, mas imbuída de um ardente desejo do sagrado. É nesse momento que a ?Pastoral do Acolhimento? aproveita para entrar em campo na linha de um seguimento mais expressivo e fiel de Jesus Cristo, o Bom Pastor. O Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática ?Lumen Gentium?, não deixa dúvidas com relação à inovação dos métodos pastorais existentes e à criação de novos: ?Cada leigo individualmente deve ser perante o mundo uma testemunha da ressurreição e vida do Senhor Jesus e sinal do Deus vivo. Todos juntos e cada um na medida de suas possibilidades devem alimentar o mundo com frutos espirituais?. Numa palavra ?O que a alma é no corpo, isto sejam no mundo os cristãos.? A Igreja é por excelência ?missionária?, ela trabalha de maneira tal que tudo o que de bom se encontra semeado no coração e na mente dos homens ou nos próprios ritos e culturas dos povos, não só não desapareça, mas seja sanado, elevado e aperfeiçoado para a glória de Deus. Por sua parte, incumbe a cada discípulo de Cristo o dever de disseminar a fé. Em relação à pessoa que acolhe, o termo acolhida é entendido em primeiro lugar como abertura de um espaço em nosso interior para receber e abrigar a pessoa comunicadora do outro. É uma atitude do coração e requer a empatia (capacidade de sentir com o outro e colocar-se no lugar dele, supõe sair de si mesmo e olhar para o outro, para a situação dele). É uma atitude consciente e voluntária que só se consegue tendo-se nas mãos, sendo dono de si mesmo. Deve ser uma atitude pessoal e coletiva, organizada na comunidade. Para isto é necessário que haja pessoas responsáveis, motivadas e preparadas dentro de um planejamento. A acolhida antes de ser uma tarefa, é uma atitude. Uma atitude vai sendo cultivada cada dia até se tornar um hábito. De nada adianta saber tudo, estar bem organizado, ter tempo, se essa atitude não brota do coração. O diálogo também é imprescindível e valorizado. Muitas vezes há mal-entendidos, situações pouco claras ou até erros lamentáveis que membros da comunidade cometem, e ninguém conversa sobre o assunto por medo de magoar ou de que a pessoa se afaste e o diálogo ajuda a esclarecer e superar situações desagradáveis. Na quinta-feira, dia 13 do corrente, reunimos no Centro Social Dom Adelmo Machado, todo Clero juntamente com os secretários e secretárias paroquiais e alunos do curso de Teologia do nosso Seminário, com o objetivo de orientá-los para uma boa organização da Paróquia, favorecendo uma ?Pastoral do Acolhimento?. ( *) É ARCEBISPO METROPOLITANO DE MACEIÓ

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