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Anivers�rio da Sobrames

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* JOSE MEDEIROS O que é a Sobrames? Esta é uma pergunta que me fazem habitualmente. Recentemente, em uma reunião cultural, convidaram-me para participar da mesa diretora dos trabalhos. Ouvi uma pessoa perguntar ao mestre-de-cerimônias: Sobrames? O que é isso? São tantas as siglas existentes que se torna difícil decorar o que representa cada uma delas. Sobrames é a abreviatura de Sociedade Brasileira de Médicos Escritores. A Sociedade tem como finalidade congregar, apoiar e reunir médicos que também se dediquem à literatura não-científica, que gostem de escrever e de participar do meio cultural. Após essas explicações ressalto nossa alegria pelos três anos decorridos desde a reativação da Sobrames Alagoas, em agosto de 2000, pois nossa sociedade passou dez anos desativada. Devemos esse reinício ao esforço dos colegas Milton Hênio Neto de Gouveia (ex-presidente da Regional alagoana e da Nacional) e dos ex-presidentes da Sobrames Nacional, Luiz Alberto Fernandes Soares, (Rio Grande do Sul), e Hélio Begliomini (São Paulo). Eles se empenharam para que a entidade retornasse as suas atividades. Luiz Alberto Soares (RS), um dos pesquisadores incansáveis dos textos históricos da Sobrames, enviou-me original de um ofício datado de 17 de abril de 1978, em que eu comunico ao professor Luiz Ferreira dos Santos, então presidente da Nacional, ter sido eleito presidente da Sobrames Alagoas. Isso aconteceu em 1978. Vinte e cinco anos se passaram desde então, e quatro dos membros daquela diretoria já faleceram: Théo Brandão, José Maria de Melo, José Lages Filho e Dirceu Falcão, que se afirmaram pelo culto da Medicina e paixão pela arte literária. Como é estreita a faixa de vida da espécie humana! Da direção da entidade sobramista dessa época passada continuam nas lides do cotidiano os médicos Gilberto de Macedo, Rosiane Rodrigues e o autor desta crônica. Transcorridas mais de duas décadas, retornei à Presidência da Regional Alagoana, por delegação dos sobramistas. Não me falta entusiasmo no cumprimento dessa missão. O emérito professor Carlos da Silva Lacaz (USP) dava um conselho aos profissionais médicos: ?É preciso que os médicos, além de profissionais, dediquem-se também à temática do pensamento do homem, mantendo-se atentos às vibrações de sua época. A verdadeira Medicina, vivendo literalmente do sofrimento humano, deve-se abeberar na cultura geral e na formação clássica humanística?. Como apoio às idéias desse professor de Medicina as Diretrizes Curriculares, 2001, (MEC), para o curso médico, permitem que a estrutura do curso inclua disciplinas que desenvolvam no aluno ?dimensões éticas e humanísticas, valores voltados para a cidadania?. De maneira abrangente: adoção de conteúdos que possam contribuir para o aprimoramento de conceitos éticos e sociais, de cultura e de humanização. Atualmente, muitas escolas questionam a maneira puramente tecnicista de encarar a profissão médica. Causa admiração que haja tantos médicos que conheçam a anatomia e a estrutura das palavras, a histologia e tessitura dos parágrafos, a patologia e as doenças que degradam certos textos da língua portuguesa. (*) É PRESIDENTE DA SOBRAMES ALAGOAS

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