Opinião
SAUDADES, AMIGOS EDUARDO PAIVA E PAULO RAMALHO!
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A vida tem seus mistérios: uniu os amigos Eduardo e Paulo, na vida e na morte. Sim, Eduardo Oiticica Pinto Guedes de Paiva, estava, ultimamente, com a saúde debilitada. Paulo Prazeres Ramalho de Castro, saudável, após exercitar-se na academia, lá mesmo, teve morte súbita!
Ambos tiveram a felicidade de encontrar esposas maravilhosas, minhas queridas primas e amigas, Ana e Lourdinha, com quem constituíram lindas famílias, pautadas no respeito, no carinho e no amor. A doce Lourdinha, amor incondicional de Paulo, partiu trágica e prematuramente, vítima de um assalto. Era sinônimo de meiguice e bondade. Dedicada esposa e extremosa mãe dos queridos sobrinhos: Ana Paula, Lula e Paulinho. Tivemos, Cícero e eu, um convívio frequente e prazeroso com o estimado casal. Morávamos bem próximos no Farol, o que nos permitia frequente convivência. Cícero e Paulo compartilhavam sempre algum fato cômico ou pitoresco, o que lhes rendia boas gargalhadas. Lourdinha, exímia quituteira, nos enviava, nas festas juninas, um saboroso bolo de milho. Cícero agradecia dizendo: “Estou sempre aguardando essa iguaria”. Ríamos bastante! Há poucos dias, ao chegar ao velório de Eduardo, Paulo veio ao meu encontro e me encaminhou até a querida Ana, que ao lado das filhas, Tereza Cristina – Tetê e Ana Luíza – Aninha, choravam seu amado Dudu. Eduardo, criatura bondosa e íntegra, esposo e pai dedicado. Gostava mais de ouvir do que de falar. Ana, sensível e afetuosa, é brilhante intelectual, além de mestra em língua e literatura francesa. Em maio de 2018, tive o privilégio de passar com as estimadas irmãs, Ana e Isa, duas semanas em Paris. Foi uma inesquecível temporada. Com Ana, fiz um curso de arte e literatura francesa, com os mínimos e preciosos detalhes. Ambas foram companheiras admiráveis. Sábado - 30/11, fui levar, mais uma vez, meu abraço à família Gusmão Bérard Paiva, pela passagem do Sétimo Dia de nosso querido Eduardo. Ana e suas filhas, na generosidade que lhes é peculiar, compartilharam a missa de Eduardo com o primo falecido no dia anterior, o saudoso Paulo Ramalho. Queridíssimos familiares de Eduardo e Paulo: eu conheço a dor da partida de um ser amado. Entretanto, conforta-me a sabedoria de Pablo Neruda: “O maior dos sofrimentos é não ter por quem sentir saudades”, ensinamento que repasso a vocês. Saudades, amigos Eduardo Paiva e Paulo Ramalho.