Opinião
PEQUENA MELHORA
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No ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Brasil aparece na 79ª posição. Medido anualmente, o IDH vai de 0 a 1 – quanto maior, mais desenvolvido o país – e tem como base indicadores de saúde, educação e renda. Neste ano, o Brasil alcançou o IDH de 0,761, com uma pequena melhora de 0,001 em relação ao ano passado. Na classificação da ONU, o Brasil segue no grupo dos que têm alto desenvolvimento humano.
Apesar do leve aumento, o Brasil caiu uma posição no ranking mundial em relação à publicação anterior, passando da 78ª para 79ª. Segundo o relatório, a taxa anual de crescimento do IDH brasileiro nos últimos 18 anos foi de 0,78%. No mesmo período, a expectativa de vida foi de 66 para 75 anos. O Pnud também avaliou, em 150 países, o IDH “ajustado às desigualdades”. O índice mede a perda do desenvolvimento humano devido à distribuição desigual dos ganhos do IDH. Nessa avaliação, o Brasil ficou com o índice 0,574 e ocupou a 102ª posição. Na América do Sul, o país foi o segundo que mais perdeu no IDH devido ao ajuste realizado pela desigualdade, ficando atrás apenas do Paraguai. O levantamento apresentou também indicadores para medir a distribuição de renda entre a população de um país, são três: participação na renda dos 40% mais pobres, participação na renda dos 10% mais ricos e participação na renda dos 1% mais ricos. Com esse dado, o relatório apontou que quase um terço de todas as riquezas do Brasil estão concentradas nas mãos dos 1% mais ricos. É a segunda maior concentração de renda do mundo, ficando atrás apenas do Catar. O resultado do IDH mostra que alguns assuntos continuam urgentes no Brasil, como o combate à pobreza, ao desemprego e à desigualdade social. Também é necessário investir em educação. É preciso que o País volte a crescer sustentavelmente e o governo execute políticas públicas eficientes para que não se perca aquilo que foi duramente conquistado.