loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Preven��o e cidadania

Ouvir
Compartilhar

Duas chamadas de primeira página, publicadas na GAZETA de domingo (24 de agosto), dão a dimensão exata de um grave contemporâneo que se reflete também em Alagoas. Abordavam essas duas matérias: o alto número de adolescentes gestantes em Maceió e, através de pesquisa do Gape, a aprovação de 34% dos maceioenses à distribuição de preservativos nas escolas. Um problema grave e um paliativo eficiente que nem sempre encontram-se de forma inteligente, pois a desinformação e o preconceito atravancam o uso do preservativo em proporção inversa ao desenvolvimento do liberalismo sexual. É sabidamente comprovada a eficiência da popular ?camisinha? como contraceptivo e como a barreira mais segura e barata contra a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis, especialmemente a Aids. A pesquisa do Gape, analisada na totalidade de seus números, esclarece como a consciência popular resiste a posicionamentos conservadores e retrógrados, e, além dos 34% que aprovam incondicionalmente, mais 15% aprovam desde que pais ou responsáveis autorizem; outros 26% ressalvam que antes do programa ser implantado, deveria ser debatido com pais e responsáveis; mais 11% aprovam a distribuição para alunos maiores de idade. Do contra mesmo, apenas 11%. Um resultado iluminado, e levando-se em consideração as ressalvas e preocupações, esse projeto salvador de vidas (inclusive redutor de abortos) poderia ser levado adiante com a concordância plena de 86% dos entrevistados, como mais um passo numa ação da cidadania contra as doenças sexualmente transmissíveis e pela redução da gravidez na adolescência. Evidente que não se pode ver nisso uma panacéia. Esses problemas, para serem solucionados (ou reduzidos drasticamente), exigem mais que a distribuição de preservativos. É necessária a conscientização sobre esses perigos e as possibilidades de enfrentá-los através de prevenção. Além das DST e da Aids, a percentagem de 27% de parturientes adolescentes em Maceió deverá despertar as responsabilidades cidadãs enquanto é tempo.

Relacionadas