Opinião
HORA DE ESPERANÇA
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Na noite desta terça-feira, milhões de pessoas estarão festejando o fim de mais um ano e o início de outro. Simbolicamente, trata-se de um momento de esperança. Há três anos, o papa Francisco pediu aos fiéis católicos de todo o mundo que tivessem esperança porque esta é capaz de surpreender e abrir horizontes, além de permitir “sonhar o inimaginável”, e realizá-lo.
Como disse o filósofo grego Aristóteles, a esperança é o sonho do homem acordado. Nada mais necessário do que no final de mais um ano difícil para os brasileiros. Apesar de os economistas e analistas econômicos estarem festejando números positivos, o cidadão comum ainda não sentiu o impacto da tão anunciada retomada do crescimento. No dia a dia, a população ainda convive com aumento de preços de produtos básicos, como a carne e o gás de cozinha, e a dificuldade de conseguir empregos. A maior parte das vagas que surgem são precárias. Fala-se em queda do desemprego, mas, na prática, o que há é um aumento da informalidade. É uma situação que gera consequências negativas, segundo especialistas, como a renda menor para os trabalhadores por ser, em geral, ocupações que pagam menos e também uma queda da contribuição para a Previdência, já que são poucos os que contribuem para o INSS. No campo político, vê-se um governo confuso, a lutar contra inimigos imaginários e sem uma boa articulação com o Congresso, que acaba assumindo o protagonismo. Enquanto isso, medidas adotadas nas áreas de Educação, Cultura, Meio Ambiente e na diplomacia causam estranheza e comprometem a imagem do País no exterior. Apesar de tudo, é preciso continuar acreditando no Brasil. Afinal, outras crises tão graves quanto essas já foram vencidas antes ao longo de nossa história. Independentemente das tendências políticas, deve-se torcer para que a economia de fato entre nos eixos e possa garantir mais emprego e renda para a população, reduzindo a desigualdade. Que, no final de 2020, este espaço esteja trazendo um balanço totalmente diferente do que o País tem vivido nesses últimos anos.