EDITORIAL
UNIÃO E COOPERAÇÃO
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As Nações Unidas lançaram na quarta-feira a maior conversa global sobre o futuro do mundo: os diálogos UN75. As opiniões e ideias reunidas ao longo do ano serão compartilhadas em um evento de alto nível em setembro para marcar o 75º aniversário da organização. A iniciativa UN75 é descrita como uma “verificação da realidade global” para estimular conversas sobre a construção de um futuro melhor para todos.
Quatro fluxos de dados inovadores vão capturar as discussões em todo o mundo, e em diversas configurações, para criar o primeiro repositório de soluções de fontes coletivas para os principais desafios globais. A ONU passou a existir oficialmente no dia 20 de outubro de 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial, em substituição à antiga Liga das Nações. Fundada por 51 países, entre eles o Brasil, conta atualmente com mais de 180 países-membros e tem como missão fomentar a paz entre as nações, cooperar com o desenvolvimento sustentável, monitorar o cumprimento dos Direitos Humanos e das liberdades fundamentais. Nesses quase 75 anos, a entidade conseguiu o que na época era seu objetivo número um: evitar uma nova guerra em escala mundial. Entretanto, dezenas de conflitos continuaram sacudindo o mundo, pondo em xeque a capacidade da organização para encontrar soluções. Apesar das imperfeições, não se pode negar que a entidade tem o mérito de trazer para o cenário internacional a agenda dos temas sociais. A luta começou em 1948, com a publicação da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”. Na década de 1960, consolidou-se a convicção de que os direitos não são apenas políticos e civis, mas econômicos, sociais e culturais. Hoje, o foco se ampliou para a questão ambiental, também com suas consequências econômicas e sociais. Além disso, a ONU e suas agências especializadas estão dedicadas a melhorar todos os aspectos da vida humana. Nas palavras do atual secretário-geral da entidade, o português António Gutérres, “nenhum país, nenhuma comunidade é capaz de resolver os problemas complexos do nosso mundo sozinhos”.