EDITORIAL
POLÍTICA SOMBRIA
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O Relatório Mundial 2020 da ONG Human Rights Watch, divulgado ontem, traz sérias críticas à política do governo Bolsonaro para a área dos direitos humanos. Para a ONG, o presidente vem adotando políticas que colocam populações vulneráveis em risco, e a situação só não é pior por causa da ação dos tribunais e do Congresso Nacional.
Para a Human Rights Watch, as políticas ambientais do atual governo federal "deram luz verde às redes criminosas que praticam atividades ilegais de exploração madeireira na Amazônia e usaram de intimidação e violência contra pessoas, residentes locais e agentes ambientais que tentam defender a floresta tropical”. O relatório enfatiza também que o governo Bolsonaro enfraqueceu as agências ambientais, reduzindo orçamentos, removendo servidores experientes e restringindo a capacidade dos fiscais ambientais de atuarem no campo. Ressaltou, ainda, que Bolsonaro não cumprirá os compromissos do Brasil em relação às mudanças climáticas. O documento analisa a situação de mais de 100 países na área de direitos humanos.
O documento anual, que está na 30ª edição, analisa como estão protegidos os direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma e religião com base em eventos ocorridos em 2018 e 2019. Sobre segurança pública, o relatório mostra que, em 2018, o número de mortes violentas caiu 18%. A organização não governamental (ONG) diz ainda que "os abusos policiais dificultam o combate à criminalidade porque desencorajam as comunidades a denunciarem crimes ou a cooperarem com as investigações".
O texto destaca ainda que, também em 2018, 343 policiais foram mortos, dois terços deles fora de serviço. Outro dado citado, esse do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, é que que as mortes cometidas pela polícia aumentaram 20% em 2018. Ainda segundo o documento, existem no mundo governantes populistas que assumiram os cargos “demonizando minorias”, o que parece ser o caso do mandatário brasileiro.
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