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O Ros�rio de Maria

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DOM JOSÉ CARLOS MELO, CM * O Santo Padre, o papa João Paulo II, dedicou este ano de 2003 ao ?Rosário de Maria?, com o objetivo de estimular e atualizar a devoção Mariana com a espiritualidade do Rosário. O Rosário é uma devoção Mariana muito recomendada pela Igreja. Não surgiu de um momento para outro do espírito genial de algum devoto de Maria. É fruto de uma lenta evolução, elaborada a partir de uma forma rudimentar, a qual se ajuntaram elementos, adaptaram-se ou foram eliminados outros. Os padres conciliares, dentro do espírito renovador do Concílio Vaticano II, solicitaram ao papa Paulo VI uma revisão e atualização da doutrina teológica da Igreja e da devoção à Virgem Maria. Atendendo a este pedido, o Pontífice brindou a Igreja com o admirável e rico documento sobre este tema com a Carta Apostólica, ?Marialis Cultus?, o Culto a Maria, que merece um conhecimento e maior aprofundamento por parte de todos os católicos. A respeito do Rosário ele diz: ?Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem alma e a sua recitação corre o perigo de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas?. Na Carta Apostólica ?Rosarium Virginis Mariae?, o ?Rosário da Virgem Maria?, o papa João Paulo II afirma: ?O rosário, de fato, ainda que caracterizado pela sua fisionomia Mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio?. O rosário, a partir da experiência de Maria, é uma oração marcadamente contemplativa. Sua recitação criou no coração dos fiéis um amor especial à Virgem a ponto de o mundo inteiro acolher com amor esta maneira especial de rezar. Sua oração é, em primeiro lugar, uma questão da alma. Sua formulação só é oração à medida em que encarnar a intenção meditativa da alma. É uma oração que progride lentamente e de maneira muito livre. Sobre o valor teológico do rosário o célebre Teólogo Schillebeeckx afirmou: ?O rosário é um símbolo de fé sintético e cristológico sob a forma de oração meditativa. O povo de Deus em sua recitação refugia-se no passado, identificando-se com Maria na evolução de sua vida com Cristo?. O rosário nos faz reviver, na fé, esperança e caridade, todas as fases do mistério de Cristo. Fico a pensar nos modestos grupos de fiéis que se reúnem nas majestosas catedrais ou nas igrejas de nossas paróquias ou ainda nas capelas humildes de nosso Interior, reunidos em torno de uma pequena imagem de Maria. Todos, de condições sociais diferentes, em uma só linguagem, no doce murmúrio das Ave-Marias que se sucedem, repetem e fixam seu espírito nos sucessivos mistérios, fazendo com que em cada instante o ?obrigado, Maria? brote espontaneamente do coração. A Arquidiocese de Maceió, atendendo aos apelos de João Paulo II, unida com toda a Igreja, envolvendo o clero, religiosos, religiosas, movimentos e associações, celebrará a ?Jornada de Maria? em um momento solene de louvor e gratidão, encerrando o ?Ano do Rosário?. O evento será realizado no Ginásio Fernando Collor de Mello (Sesi), no dia 12 de outubro, festa da Padroeira do Brasil, N. Sra. Aparecida, para o qual convoco os fiéis. No dia em que em nossos lares católicos voltar a se instalar o tradicional oratório em competição aos caixotes da TV, certamente as nossas famílias reencontrarão a sabedoria do evangelho na escola de Maria. Façamos desse grande momento Mariano um ?Kairós?, tempo de graça e vamos transformar o Ginásio do Sesi em uma catedral iluminada, contemplando nas contas o ?Rosário de Maria?. (*) É ARCEBISPO METROPOLITANO DE MACEIÓ

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